O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/04/2020
“Sex Education”, série lançada pela Netflix em 2019, retrata o processo de informação dos jovens acerca da educação sexual na adolescência, contudo, ao contrário do esperado, esse conhecimento é fornecido por um colega de classe, já que a escola não possui aulas próprias para isso. Não diferente da ficção, grande parte das escolas brasileiras não possuem aulas de educação sexual voltadas aos jovens, e devido a essa falta de informações e a diminuição da idade de iniciação do sexo entre esses, o aumento das ISTs vêm se tornando cada vez mais persistentes.
Convém ressaltar que a falta de informação dos jovens acerca o uso de preservativo nas relações sexuais possui resultados muito graves, como, segundo o Ministério da Saúde, os casos de ocorrência de ISTs cresceram 85% na população jovem na última década. Sendo assim, a deficiência no processo de educação sexual nas escolas, somado ao fato de que na presente década nenhuma figura importan-
te morreu devido a alguma dessas infecções devido a evolução da tecnologia e dos fármacos, como ocorreu com Freddie Mercury, cantor da banda Queen que veio a falecer de HIV em 1991, dão aos jovens um sentimento de invencibilidade e, devido a isso, suspendem o uso do preservativo, aumentan- do assim o risco de contração das ISTs.
Ademais, outro fator relevante para o aumento dessas infecções está relacionado à diminuição da idade da perda da virgindade dos jovens brasileiros. Segundo pesquisas realizadas pela OMS, a faixa etária média de iniciação sexual no Brasil é de 13 anos, dado que, somado ao fato de que 2,5%, cerca de 5 milhões de pessoas, daqueles sexualmente ativos já foram contaminados esse número é significativamente alto entre os jovens. Visto isso, esse fenômeno que vem ocorrendo entre essa juventude tem relação direta com a propagação do ideal de aceitação na adolescência divulgada pela mídia, principalmente em programas “teen”, muitas delas, como acontece em “Elite” os personagens costumam ter as primeiras relações entre os 15 e 18 anos e, os telespectadores jovens incitados por esses programas, tendem a iniciar muito cedo seus relacionamentos tornando-se voláteis às ISTs.
Portanto, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação deve acrescentar aulas de educação sexual na grade curricular das escolas brasileiras a partir do início do fundamental 1 de forma que, com a ajuda de profissionais especializados no assunto, ocorra o ensinamento correto e sejam passadas as devidas precauções de forma que os jovens sejam bem informados, reduzindo assim, suas chances de serem infectados durante o ato sexual. Além disso, é necessário que o Ministério da Saúde também introduza no início de cada programa informativos sobre o conteúdo presente e reforce a ideia do uso de preservativos na possível ocasião da relação sexual.