O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/03/2020
Os avanços tecnológicos, sem dúvidas, transformaram a trajetória da medicina para melhor,com seus métodos preventivos principalmente. Entretanto, o que se observa na sociedade é que apesar dessas evoluções, a população brasileira tem regredido no tocante a essa prevenção, especialmente quando o assunto é doença sexualmente transmissível. Certamente, essa atitude de regressão tem contribuído para o aumento das DSTs entre jovens, isso porque, hoje, há, dentro da cultura brasileira, uma frequente sexualização infantil e um elevado número de jovens desinformados .
É preciso, inicialmente, entender que o desrespeito ao período infanto-juvenil contribui para o aumento das DSTs no país. Isso acontece porque na infância, por ser um período de construção identitária, as crianças tendem a reproduzir as informações que elas recebem. Logo, quando elas são expostas, por exemplo, aos conteúdos sexualizados, a tendência é que haja uma antecipação de sentimentos e atitudes que viriam apenas no período hormonal da adolescência. Tal questão é preocupante, porque a partir disso são gerados, na sociedade, pré-adolescentes ansiosos para terem uma vida sexual ativa, que são, muitas das vezes, desprendida de qualquer consciência e responsabilidade, sobretudo dos preservativos.
Pontua-se, ainda, que em meio a uma era extremamente digital e recheada de informações, ainda existem muitos adolescentes desinformados que contribui para o aumento das doenças sexualmente transmissíveis. Isso ocorre devido à banalização que se da a essas doenças, pois muitos acreditam que todas elas têm cura, o que não é o caso da AIDS, e que são de fácil tratamento, utilizando argumentos como esses para não usarem os preservativos. A sociedade brasileira precisa despertar com relação a esse assunto, visto que enquanto a população de outros países está reduzindo o número de casos de DSTs , o Brasil só aumenta , de acordo com a UNAids .
Portanto, é fundamental que as Secretarias de Educação, em virtude do seu acompanhamento do período de formação estudantil, desenvolva medidas que combatam a sexualização infantil. Isso deve se feito por meio de atividades que desfoquem a atenção das crianças de conteúdos que não são para sua idade e envolva-os em projetos na comunidade local com o objetivo de formar adolescentes conscientes evitando possíveis DSTs. Somado a isso, é de extrema importância que as Secretarias da Saúde intensifique o esclarecimento a população jovial sobre os graves riscos da contaminação por DSTs, bem como as precauções devidas. Isso deve ser feito por intermédio de propagandas nas redes sociais, por exemplo, já que são plataformas bastante visualizada por jovens com a intenção de alertar e informar sobre essas doenças, para que haja, desse modo, a redução nos casos de DSTs no país.