O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2020
Segundo dado ,preocupante, registrado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 milhão de pessoas contraem Doenças e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DSTs e ISTs) por dia, muitos desses casos no Brasil e boa parte deles entre jovens. Partindo disso destaca-se o aumento do número dos casos em indivíduos mais novos, na faixa etária de 15 a 25 anos, decorre da desinformação acerca dos males de uma relação sexual desprotegida e da banalização do sexo.
No que diz respeito à desinformação dos jovens acerca dos males de uma relação sexual desprotegida é necessário destacar um dado de 2016 para 2017 do Ministério da Saúde, dizendo que 6 em cada 10 jovens fazem sexo sem preservativos, no qual 75% deles nunca fizeram teste de HIV e 22% dessas pessoas acreditam que exite cura para a Aids. O que bastante alarmante, visto que a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids ou Sida) ainda não possui uma cura acessível, mas possui tratamento e se pode conviver com a doença pelo resto da vida, já no caso das demais ISTs, essas sim possuem tratamento, principalmente as bacterianas, que são tratadas com antibióticos.
Além disso a banalização do sexo e os tabus em relação ao assunto são os outros fatores que contribuem para o aumento no numero de infectados com ISTs no Brasil, isso ocorre, principalmente, com as escolas e a família, por medo de que esse assunto vá estimular a prática sexual entre os jovens, não falam em sexo nem nos males que acontecem quando ele não é praticado com as devidas precauções. No entanto, se essas instituições e os familiares falarem sobre e apresentarem as formas de prevenção o jovem já ciente de tudo vai ter mais cautela na hora do ato sexual.
Diante do apresentado, pode-se dizer que o apoio da família e de instituições como a escola é fundamental para frear o aumento dos casos de ISTs no Brasil, mas isso não depende só deles, depende também do governo, que pode, e deve, realizar campanhas em escolas para pais e alunos com o intuito de instruir os jovens sobre o uso de preservativos e os males que a falta deles pode causar. E, também por parte do governo, distribuir verba para pesquisas médicas e biomédicas laboratoriais com o objetivo de buscar alternativas de medicamentos no combate e cura das Infecções Sexualmente Transmissíveis.