O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/04/2020

Com o desenvolvimento dos meios de comunicação a partir do século XX, campanhas publicitárias que conscientizem as pessoas em relação a utilização de preservativos como forma de prevenir a população contra as doenças sexualmente transmissíveis(DSTs) passaram a ser disseminadas nas mídias sociais.No entanto,no Brasil ,mesmo diante desse cenário,os dados da Secretaria de Saúde apontam que o número de casos de DSTs entre os jovens cresce exponencialmente.Dessa forma,a falta de discussões sobre o assunto na família e nas instituições educacionais,como contribuintes para o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros,devem ser debatidos e solucionados.

Em primeiro lugar,é importante destacar que, com a perpetuação de ideais de comportamento sexual sempre ligados a valores conservadores nos livros românticos difundidos a partir do século XIX,a educação sexual se tornou um tabu no meio familiar.Assim,sem uma família que alerte sobre a necessidade do uso de preservativos para prevenir a contração e difusão de doenças sexualmente transmissíveis-como por exemplo,sífilis,gonorreia e AIDs-formou jovens menos conscientes e preocupados com o assunto.Nesse sentido,tomando como norte o filósofo Michel Focault que fala sobre o indivíduo ser uma construção social,é perceptível que a existência  um ambiente familiar que se distancia das discussões sobre o assunto e o trata como tabu é responsável pelo aumento de jovens que sofrem com as consequências negativas -as DSTs-dessa lacuna na sua educação sexual.

Além disso,é necessário salientar que, levando em consideração o dado publicado no site UOL o qual mostra que a maioria dos jovens entre 15 e 24 anos fazem sexo sem preservativos,a falta de conscientização sobre a prevenção contra DTSs  em instituições que seres nessa faixa de idade transitam-escolas e universidades-é um obstáculo para o combate contra essas doenças.Sob essa ótica,a falta de projetos educacionais que falem abertamente e de forma esclarecedora para os alunos sobre as DSTs,o modo de contágio dela,como evitá-las e  levou a construção de jovens que ,além de não terem discussões familiares sobre o assunto,não são conscientizados e educados a usarem preservativos nas relações sexuais.Dessa forma,observa-se que a falta de uma educação sexual nas instituições educacionais prejudica o combate contra o aumento das DSTs entre jovens.

Portanto,diante desse cenário,torna-se necessário que a família e as instituições educacionais tomem conscientizem os jovens sobre o assunto.Para isso,a família deve sempre está falando sobre a importância da utilização do preservativos através de discussões sobre o assunto.As escolas e universidades devem disponibilizar palestras com professores de biologia e jovens que contraíram DSTs para falarem sobre o assunto. Somente assim,o número de DSTs entre jovens diminuirão.