O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 03/04/2020
‘‘A sociedade tende a incorporar pensamentos que foram defendidos ao longo dos anos’’. Essa máxima do sociólogo Francês Pierre Bourdieu pode ser associada a dificuldade que as pessoas tem de mudar seus ideais. Nesse contexto, um dos principais fatores do aumento de doenças e infecções sexuais entre os jovens, seria o tabu que foi criado, e se perpetua até hoje, sobre educação sexual. Evitando que o assunto fosse abordado, causando a falta de informação para as pessoas.
Em 1987, Freddie Mercury, vocalista da banda de rock britânico Queen, foi diagnosticado com o vírus HIV. Nesse período dos anos 80, tinha um slogan de ‘’sexo, drogas e rock’n’roll’’ e muitos jovens viviam esse estilo de vida boêmio, que também foi característico da segunda fase do romantismo. Em consequência disso, houve o surto da epidemia da AIDS (doença causada pelo vírus HIV), além de outras DSTs e ISTs. Freddie decidiu esconder sua doença por um longo tempo, pois na época a relação da homossexualidade e a doença era a algo diretamente ligado, o surto já foi até mesmo chamado de ‘’peste do homossexual’’, como foi abordado na primeira matéria sobre o vírus na televisão brasileira, no programa do fantástico. O preconceito das pessoas e o escasso do governo fez com que não sofresse somente pela doença. Entretanto, além do preconceito, existe entre muitas pessoas a falta de informação sobre o assunto e se tivesse um pouco deveriam saber que a camisinha não serve somente para evitar uma possível gravidez indesejada, mas também uma doença ou infecção indesejada. De acordo com a OMS, mais de um milhão de pessoas contraem DSTs por dia e uma das maiores dificuldades para combater são as pessoas assintomáticas que não tem nenhuma manifestação e acaba transmitindo para outras pessoas sem saber que está infectado. Várias pessoas por desinformação, medo ou por não terem acesso a serviços de saúde não são diagnosticados.
Por conseguinte, é inquestionável que tanto o ministério de educação quanto o ministério da saúde promoveriam cartilhas e aulas de educação nas instituições educacionais. Paralelamente a isso, o poder público deve redirecionar recursos para mais campanhas midiáticas e publicitárias com o propósito de conscientização da sociedade sobre o uso da camisinha e educação sexual. Ademais, família e escolas, com diálogos e palestras sobre o tema, promover uma ampla conversação e debate, gerando assim a quebra do tabu sobre o tema.