O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/03/2020
A existência do preservativo (mesmo que primitiva) tem raízes na Pré-História, sendo evidenciada em pinturas rupestres na Caverna de Les Combarelles, França. Na atualidade, apesar dos inúmeros avanços , a ´´camisinha´´ está em decrescente uso entre os jovens brasileiros, sendo a principal causa do aumento de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Diante desse preocupante cenário na saúde pública, faz-se necessária a discussão sobre a gênese e as consequências desse quadro.
Em primeira análise, a principal causa do aumento no número de jovens com ISTs e DSTs no Brasil é a desinformação, alavancada principalmente pela falta de diálogo sobre o assunto nas famílias, pelo fato de o tópico ainda ser considerado um tabu. Além disso, o principal local que lida com adolescentes em início de vida sexual ativa, as escolas, oferecem pouco ou nenhum serviço de educação sexual, o que contribui com a tomada de decisões inconsequentes, como ressaltado pelo antropólogo Felipe Areda. Os fatores relatados acima são os principais provocadores do decrescente número de jovens que utilizam preservativo, o mais efetivo método de proteção sexual.
Em segunda análise, o efeito principal no âmbito privado é a redução da qualidade de vida, que após o diagnóstico é dependente de remédios, levando o portador de DST ainda a enfrentar ainda um corpo social repleto de preconceito e julgamentos. Tal fato pode ser apresentado na literatura, como no livro ´´Depois daquela viagem´´, no qual a própria autora, Valéria Polizzi, conta a realidade de uma jovem de 16 anos portadora de HIV, realidade que demonstra a vida de aproximadamente 29000 pessoas em 5 anos (com foco em pessoas de 15 a 29 anos), segundo a Secretaria da Saúde. Ademais, a iminente transmissão sexual gera um um grande percentual de pacientes, o que vem a constituir, uma parcela de altos gastos para a saúde nacional.
Portanto, para a reversão dessa perspectiva urgem medidas, a exemplo da iniciativa conjunta do Ministério da Educação e o da Saúde, com a promoção de palestras ministradas por profissionais da saúde em escolas com a inclusão a participação da família, objetivando o estímulo ao diálogo da problemática em casa, contribuindo assim, para com a informação sexual dos jovens. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde a utilização das plataformas digitais, principal veículo comunicativo dos adolescentes, através de ´´podcasts´´ e ´´posts´´ informativos, com a finalidade de informar sobre as DSTs, alertando sobre a importância de proteção durante atos sexuais.