O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/03/2020
De acordo com a UNAids, programa da ONU -Organização das Nações Unidas- que trata do combate à AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), em dois mil e dezesseis o Brasil registrou quarenta e oito mil novos casos de jovens brasileiros,entre 15 e 24 anos, contaminados por DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Esse número é o reflexo o tabu sobre sexualidade que ainda persiste na sociedade. Além do mais, a geração Z não demonstra tanta preocupação na prevenção durante o ato sexual por não ter vivido o medo da chegada do vírus HIV aos humanos e pelas várias formas de controle da doença existentes hoje.
Primordialmente, é relevante destacar a importância e necessidade urgentes da educação sexual durante o período escolar, tendo em vista que as atividades sexuais têm iniciado cada vez mais cedo e como consequência disto, as infecções venéreas têm dado um salto alarmante nas estatísticas. Por isso, a orientação por meio da instituição de ensino desmistifica o caráter “indecente” que muitos ainda associam ao tema. Ademais, esse tipo de abordagem quando voltada para jovens, traz inúmeros benefícios médicos, psicológicos e sociais: orientando-os a não contraírem doenças, perceberem atitudes de abuso sexual, aceitação e entendimento das diferenças entre os indivíduos da comunidade e, principalmente, o conhecimento do próprio corpo.
Conforme mostra o longa “Cartas para além dos muros” da Netflix, baseado em textos do escritor Caio Fernando Abreu, a medicina tentava lidar com a “Peste gay”, como era discriminitoriamente chamada a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), na década de oitenta. Por ser desconhecida e não ter cura, essa enfermidade trouxe medo à população pela quantidade de pessoas soropositivas que morriam. Embora hoje ainda não exista cura para a AIDS, há um controle da doença que prolonga a vida do paciente e, se detectado no início, é possível uma inativação da carga viral, fazendo com que o sangue tenha uma quantidade ínfima do vírus a ponto do exame não detectá-lo. Isso gera uma despreocupação da população em se prevenir, causando uma falsa sensação de que a doença não é letal.
Logo, para que se possa diminuir os casos de jovens infectados por DSTs no Brasil, é imprescindível que o Ministério da Educação implemente nas escolas a matéria sobre orientação sexual e promova palestras instrutivas para os responsáveis, explicando a importância deste conhecimento desde cedo. Ademais, faz-se urgente que o Ministério da Saúde utilize da influência de Youtubers e Bloggers numa campanha informativa sobre a importância da prevenção das DSTs nas redes sociais de forma massificada, a fim de atingir jovens adultos que já não estão em idade escolar.