O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/03/2020
De acordo com o filósofo Michael Foucalt, o homem é um “corpo dócil”, ou seja, pode ser facilmente manipulado. Com isso, pode-se comparar essa análise com a realidade do Brasil, em que o número de jovens com DSTs cresceu bastante nos últimos anos, porque eles são muito manipuláveis. Verifica-se que esse problema tende a crescer mais por causa da falta de importância e de informação entre eles.
Em primeiro lugar, os jovens não têm consciência que as doenças sexuais podem trazer muitas complicações para a sua vida e junto com a fácil manipulação, influenciam outros. Em consequência disso, os preservativos são deixados de lado, contribuindo para o aumento de casos de HIV, sífilis e gonorreia, que se não forem corretamente tratados, se intensificam e geram um tratamento difícil. Em cinco anos, a partir de 2017, o número de casos de DSTs aumentou em 29 mil, de acordo com a Secretaria da Saúde, e como se pode ver, só tende a crescer entre os mais jovens.
Em segundo lugar, o governo não faz a devida divulgação sobre o assunto, principalmente para os jovens, que são os mais influenciáveis, auxiliando na proliferação das DSTs. Sendo assim, eles praticam o ato sexual sem o uso de preservativos, pois não conhecem as consequências, com destaque para os mais pobres. Na atualidade, por exemplo, a época que existem mais casos é durante o Carnaval, com a alta aglomeração de pessoas, e o governo não distribui nenhuma proteção, nem informa sobre os problemas que poderão ser gerados.
Portanto, as doenças sexualmente transmissíveis vêm crescendo muito no Brasil, principalmente entre os jovens, sendo necessário que medidas sejam tomadas. Para isso, o governo deve conscientizar a população sobre as consequências das DSTs, através de programas e palestras sociais, a partir de investimentos nessa área, para que todos, sem exceção, tomem as medidas certas. Assim, voltando para a filosofia de Foucalt, os jovens podem ser manipulados de forma positiva também.