O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/03/2020
Na série da Netflix “Sex Education”, um surto de sífilis, uma doença sexualmente transmissível, começou a se espalhar pela escola pois os jovens não sabiam o que era e nem como prevenir aquela doença. Saindo da ficção, nota-se que essa problemática ocorre diariamente entre os jovens brasileiros e pesquisas mostram que seis em cada dez jovens entre 15 e 24 anos, sexualmente ativo, dispensa o uso de preservativos. A partir disso, é necessário discutir a origem do aumento de DSTs entre os jovens brasileiros bem como os efeitos disso na sociedade.
É fundamental notar que o aumento de DSTs entre os jovens é de ordem social e educacional. Isso pois, para a sociedade ainda é um tabu tratar sobre sexo e principalmente sobre doenças que envolvam esse assunto. Muitas famílias acham que trazer o assunto para debate em casa será motivo de incentivo para os adolescentes iniciarem sua vida sexual. Isso faz com que o assunto só seja tratado nas escola de forma superficial. À exemplo disso são os dados de uma pesquisa divulgada pela UOL que mostra apenas 40% dos jovens faz uso do preservativo nas relações sexuais e quando perguntados o motivo disso era porque não sabiam da importância do preservativo e acham desnecessário. Logo, é necessário educação sexual para ensinar a importância de se previnir e as consequências da não prevenção.
Percebe-se também, que o impacto dessa problemática na sociedade é de ordem social e da saúde. Isso ocorre, pois tratar de dessa problemática anda é um estigma para a população. Com isso, as pessoas que contraem algumas dessas doenças são mal vistas, o que faz com que elas não procurem o tratamento adequado e a doença acaba se agravando. Prova disso é que 58% das pessoas que morreram por causa da AIDS não sabiam do seu diagnóstico. e o diagnóstico tardio mais do que triplicou o risco de morte entre os indivíduos nos últimos anos. Dessa forma, é necessário quebrar esse tabu na sociedade para que as pessoas possam começar a se tratar desde cedo.
Por fim, faz-se vigente a adoção de medidas que solucionem essa problemática. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, por sua função de formação social, em conjunto com o Ministério da Saúde, por seu papel de oferecer condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde da população, a adoção de aulas semanais e obrigatórias em todas as escolas do país, para adolescentes que abordem temas sobre a educação sexual, e também, palestras para que as famílias possam abordar esse tema em casa deixando os jovens mais confortáveis e quebrem o estigma de falar sobre sexo com os adolescentes. A fim de que os jovens possam aprender a importância da prevenção e praticar nas suas relações sexuais, para que não aconteça o mesmo que em “Sex Education”.