O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/04/2020

Desde 1996, quando o SUS (Sistema Único de Saúde) passou a fornecer o coquetel antiaids no Brasil, cerca de 87% dos casos de Aids tornam-se imperceptível a presença do vírus. Tal procedimento é um grande avanço da medicina, assim como o tratamento ou mesmo cura de outras doenças como sífilis e gonorreia. Porém, a maioria dos jovens brasileiros a não ter mais preocupação com as enfermidades e banalizam o uso de preservativos. Essa atitude, junto ao tabu em relação aos assuntos sexuais nas famílias, culminaram no aumento das DSTs dentre essa faixa etária no país.

Inicialmente, é notório perceber que dentre os jovens do país, o uso de preservativos tem se tornado banal na hora da relação sexual. Essa questão pode ser atrelada ao fato de que, hoje, a sociedade vive numa modernidade líquida, teoria do filósofo Bauman, na qual se afirma as relações afetivas como efêmeras, de sentimentos volúveis, por isso líquidos. Nesse contexto, na procura dos prazeres rápidos, e por terem a quase certeza de cura da maioria das doenças sexualmente transmissíveis, o grupo em questão tem banalizado a segurança sexual. Esse fato demonstra um atraso no que deveria ser uma conquista, pois, o avanço das ciências médicas pretendiam curar e com isso diminuir o número de pessoas infectadas, mas infelizmente não é isso que está acontecendo.

Outrossim, um agravante para os resultados numéricos atuais de DSTs no Brasil, podem ser associados ao grande tabu ainda existente na maioria das famílias quando se trata de assuntos de sexo. Tal realidade ainda é enfrentada pois,  grande parte dos pais acreditam que conversas de cunho sexual e suas consequências, como gravidez precoce e doenças, podem incentivar a iniciação prece da vida sexualmente ativa. Mas, de acordo com o site de notícias UOL, a falta de informação acelera a prática do sexo e ainda acrescenta o número de DSTs pelo medo e falta de formação familiar, pois cerca de 74% dos jovens nunca realizaram o teste de HIV na vida. Por essa realidade, é importante que a escola entre em ação para complementar o ensino da prevenção e do perigos das enfermidades, tanto para seus alunos quanto para os pais no intuito de formar jovens mais responsáveis.

Portanto, para uma diminuição na quantidades de Jovens com DSTs no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde aumente as informações sobre como são contraídas as doenças e suas  prevenções, por maio de propagandas lúdicas atrativas para o público alvo, inseridas de modo automático nas redes sociais, onde atingiriam a maior parte desse determinado grupo, com a intenção de chamar a atenção popular e assim tentar amenizar a quantidade de infectados. Como também, as escolas deve alertar os pais e seus alunos (na faixa etária apropriada), em palestras, com profissionais adequados, para a melhor parceria da família, promovendo futuros jovens mais  preparados, visando o retardo das DSTs no país.