O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/03/2020

Consoante as ideias dos sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer no conceito de indústria cultural, a sociedade como um todo é influenciada por movimentos e massificações de determinados comportamentos. Sendo assim, a intensa banalização do sexo nos diversos parâmetros da mídia e suas produções, catalisando a entrada precoce na vida sexual -sem informações adequadas- caracterizam o aumento das infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens brasileiros.

Em primeira análise, a mídia e seus amplos eixos veem no sexo uma oportunidade de ampliação de audiência, visto que sempre foi um tema tratado como “tabu” em todas as camadas sociais. Nesse aspecto, a partir do momento em que se transmite a banalização sexual sem as devidas precauções ao público alvo, o desenfreio nas transmissões de IST’s acontece alcançando todas as faixas etárias, sobretudo os mais jovens, afetados tanto pela massificação cultural, quanto pela ignorância a cerca do tema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, um milhão de novos casos são diagnosticados todos os dias no brasil, o que confirma a real falta de informações repassadas à população.

Continuadamente ao mesmo pensamento, o sexo necessita dos relacionados certo entendimento sobre as consequências no qual podem se envolver. De acordo com o Ministério da saúde, um pouco mais da metade dos jovens brasileiros sexualmente ativos não utilizam os preservativos, método no qual elimina-se 95% das chances de contração de IST’s. Nesse parâmetro, a falta de informações nessa camada revela a precariedade do sistema público de saúde na elaboração de campanhas de conscientização para o retardamento dos avanços indevidos. Outrossim, é necessário o maior desenvolvimento nas relações educativas da sociedade na construção dos filhos perante a quebra dos paradigmas sobre o sexo e suas consequências. Nessa perspectiva, o médico oncologista Drauzio Varella afirma que a falta dessa conversação sobre o sexo é, contraditoriamente, um dos responsáveis pela entrada precoce na vida sexual, transparecendo a necessidade de medidas de contenção do avanço das IST’s no grupo jovem.

Sendo assim, é necessário para a redução das IST’s nos jovens o aumento da educação sexual na construção do indivíduo, evitando a transmissão por ignorância e a reduzindo a banalização do sexo. Nessa visão, o Ministério da Saúde em aliança com o Ministério da Educação deve criar o projeto “IST’s : transmitindo ideias” nas escolas de todo o Brasil, trabalhado na conversação de profissionais da área médica a cerca dos temas propostos de educação sexual, desenvolvido em atividade lúdicas-informacionais, para melhor compreensão por parte dos jovens e redução da busca precoce pelo antes desconhecido. Assim, a indústria cultural passará a avançar nesse âmbito, antes retrógrado e maléfico.