O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/04/2020

De acordo com uma pesquisa publicada em 2017 no portal da USP os adolescentes brasileiros ,em média, iniciam sua vida sexual entre os 13 e 17 anos de idade, tendo em vista também dados anteriores a esse (2015) do órgão IBGE menos de 70% de jovens nessa faixa etária utilizavam preservativos. Haja visto esses dados é notável que os jovens brasileiros tendem, atualmente, a banalizar o uso de preservativos uma vez que não há nas escolas uma educação sexual que conscientize a população e, somado a isso, existem tabus acerca do sexo de modo que a população banaliza esse tema no âmbito familiar criando impasses na resolução do aumento de ISTs entre os jovens.

Primeiramente, vale pontuar que o crescente número de jovens infectados com ISTs pode ser relacionada a uma negligência do Estado e do Ministério da Educação por não haver um projeto de educação sexual conscientizador no ensino médio e fundamental. Isso porque a população possui uma visão deturpada desse tipo de pedagogia, de acordo com o site Estadão o Brasil possui os piores índices de educação sexual da América Latina por conta de tabus e, além disso, porque a Legislação não obriga as escolas do país a prestarem esse tipo de suporte. Por conta disso, a falta de suporte e desinformação leva os jovens a banalizarem o uso de preservativos e acabar contraindo infecções como a herpes e o HIV, por exemplo, e se tornando vetores dessas patogenicidades.

Além disso, vale comentar também que a sociedade possui tabus que dificultam que os pais falem sobre essa temática com seus filhos. Isso ocorre devido a falta de projetos que incentivem discussões e palestras que envolva os jovens e suas famílias nessa temática de modo a aproximar os parentes e os jovens de modo a haver uma conscientização prévia sobre a importância do uso do preservativo e sobre questões de sexualidade de modo a reduzir as contaminações entre essa parcela da população e tardar o início da vida sexual desses jovens.

Portanto, faz-se necessária a implantação de projetos de educação sexual ministrados pelo Ministério da Educação e da Saúde visando atividades pedagógicas e interativas, por meio de aulas e palestras, de modo a conscientizar os jovens sobre a importância do uso do preservativo para prevenir as infecções e a transmissão de infecções e como lidar com elas caso ocorram, além de tardar o início da vida sexual dessa parcela da população. Ademais, é necessário que o Poder Público junto com o Ministério da Educação e da Saúde criem projetos veiculados na mídia e em redes sociais de modo a conscientizar as famílias dos jovens a importância da educação sexual em casa de modo a quebrar o tabu existente na sociedade e normalizar a conversa sobre sexualidade entre pais e filhos.