O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/04/2020
No Rio de Janeiro, no início do século XX, o governo impôs a vacinação contra a varíola, mas não atentou-se para o fato de que a população desconhecia a função e a importância da vacinação, gerando um grande conflito que, posteriormente, ficaria conhecido como A Revolta da Vacina. De maneira análoga, verifica-se que o aumento dos casos de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) entre os jovens brasileiros possui como fatores contribuintes para o problema, a desvalorização da camisinha pelos jovens, bem como a falta da educação sexual nas escolas.
Vale pontuar, inicialmente, a existência da desvalorização do uso de preservativos pela juventude brasileira. Tal situação deve-se ao fato de que as camisinhas, muitas vezes, são vistas apenas como forma de prevenir a gravidez. Além disso, é difundido constantemente que o uso do preservativo retira o prazer do sexo. Tais fatores contribuem para a disseminação de doenças como a AIDS, gonorreia e sífilis. Dessa forma, é essencial que ocorra uma mudança do pensamento coletivo perante ao uso das camisinhas, para que seja superado o aumento das DSTs entre os jovens brasileiros.
Outrossim, é importante frisar o papel da educação para a resolução do problema. Segundo o pedagogo Paulo Freire, só é possível transformar a sociedade por meio da educação. Sendo assim, percebe-se que somente por meio da educação sexual que os paradigmas existentes nesta problemática poderão ser quebrados, possibilitando aos jovens, por exemplo, entender a importância do uso da camisinha durante o ato sexual. Destarte, é indispensável o investimento na educação como forma de combater o problema supracitado.
Dada a complexidade do assunto,é fundamental, portanto, que o Ministério da Saúde, em parceria com as mídias digitais, com o uso de verba da receita federal, desenvolva campanhas publicitárias alertando aos jovens sobre a importância do uso da camisinha durante as relações sexuais. Soma-se a isso, o MEC (Ministério da Educação) deve promover uma parceria entre os colégios e as universidades, realizando palestras e mesas redondas, com professores de biologia e sociologia, no intuito de trabalhar a educação sexual de forma interdisciplinar, fazendo assim, com que os tabus sejam, gradativamente, superados pela sociedade.