O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/04/2020

De acordo com Sócrates, o que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, a moderação, a diligência, a educação; são estas as virtudes que devem formar o seu caráter. Todavia, atualmente, as palavras do antigo filósofo encontram-se deturpadas no cenário brasileiro, uma vez que a base de todas elas (a educação) não é fornecida de maneira necessária para que os jovens atinjam as demais máximas, gerando assim a falta de prudência sobre seus atos e consequentemente, o aumento de déficits sociais como as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).Diante disso, faz-se necessária a análise das causas e dos impactos de tal arranjo na realidade brasileira,de maneira a soluciona-lo.

A priori,é notório que a carência do diálogo familiar com os adolescentes se apresenta como um intensificador da problemática. De acordo o filósofo, John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa, em que sua consciência é criada a partir do seu meio da vivência. Associando esse pensamento a atual conjuntura, é possível perceber que a falta de diálogo familiar a respeito das medidas profiláticas de cunho sexual com o jovem, constroem nestes um pensamento alheio à educação sexual, se tornando um agravante nos índices, na medida em que 6 a cada 10 jovens -segundo o Ministério da Saúde- mantém relações sexuais sem proteção e, portanto, sendo passíveis a enfermidades.

Ademais, segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de forma que, por intermédio da justiça,o equilíbrio seja alcançado na sociedade.De maneira análoga, percebe-se que a falta de investimentos na educação sexual do jovem rompe essa harmonia,na medida em que tais aportes financeiros garantiriam a conscientização sexual, prevenindo, assim, a difusão das DSTs. No entanto,o que se tem como produto dessa negligência são índices que demonstram progressão das doenças sexualmente transmissíveis, pois de acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento de 85% nos casos das DSTs entre os jovens brasileiros nos últimos anos, ou seja, tal problemática foi naturalizada e, posteriormente, banalizada pela sociedade.

Portanto, diante dos fatos supracitados, o Ministério da Saúde deverá atuar duplamente na resolução do impasse. De inicio,em parceria com o Ministério da Educação,na promoção de palestras, em escolas e universidades, a serem ministradas por profissionais da área da saúde, de forma a promover a educação sexual, principalmente, daqueles em início de atividade sexual. Simultaneamente, atuará junto da Secretaria de Comunicação Social no desenvolvimento de campanhas de valorização da vida a serem amplamente difundidas por mídias sociais de grande alcance. Assim, os jovens terão maior liberdade e capacidade cognitiva sobre seus atos, e um domínio maior sobre a necessidade da preservação do seu corpo.Estabelecendo uma sociedade saudável e exemplar das máximas socráticas.