O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 03/04/2020
Em 1960,nos Estados Unidos,foi lançado no mercado a primeira pílula anticoncepcional capaz de evitar uma possível gravidez indesejada.No entanto,em razão da alta taxa de eficácia do medicamento,muitos jovens passaram a negligenciar a utilização da camisinha - método contraceptivo do tipo barreira - mais efetivo na prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis e,consequentemente,ocorreu um aumento significativo no número de infectados por essas enfermidades.Nesse contexto,urge analisar como a banalização sexual e a inércia estatal impulsionam tal problemática.
Convém ressaltar,a princípio,que o aumento do número de contaminados por Doenças Sexualmente Transmissíveis está intrinsecamente relacionado à banalização das relações sexuais.De acordo com as concepções do sociólogo Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar.Nesse viés,com o progresso da medicina no âmbito da contracepção os indivíduos começaram a se preocupar mais com uma gravidez inesperado e menos com uma infecção sexual e,dessa maneira,passaram a não utilizar preservativo nas relações.Assim,o avanço nos tratamentos dessas patologias proporcionou um sensação de segurança nos indivíduos em relação ao sexo,os quais por falta de informação e conhecimento colocam a saúde em risco.
Outrossim,vale salientar a ineficácia das políticas públicas de prevenção das enfermidades transmitidas através do sexo.Segundo dados da Unaids ,programa das Nações Unidas especializado no combate ao HIV/AIDS,o Brasil apresentou um aumento de 21% no número de novos casos de infecção por essa patologia de 2010 a 2018.Isso ocorre,sobretudo,devido à ineficiência das campanhas governamentais que levam informação a população acerca dessas enfermidades e sobre as formas de precaução.Dessa forma,é perceptível a imprudência do Estado em atuar de maneira preventiva corroborando,assim,para o aumento dos gastos públicos em tratamentos de contaminados.
Infere-se,portanto,que é imprescindível medidas para minimizar o número de infectados por Doenças Sexualmente Transmissíveis no Brasil.Logo,cabe ao Ministério da Saúde,em parceria com as Secretárias de Educação,promover nas escolas educação sexual,através de palestras e atividades lúdicas,para pais e alunos,as quais elucidem sobre a importância da utilização dos métodos contraceptivos de barreira,uma vez que ações sociais coletivas têm imenso poder transformador na vida dos indivíduos.Isso deve ser feito por meio de profissionais especializados na área,como ginecologistas e sexólogos,a fim de orientar os alunos acerca da prevenção.