O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 03/04/2020
Infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) são causadas por vírus e bactérias, elas são transmitidas, principalmente, pelo contato sexual sem o uso da camisinha com uma pessoa que esteja infectada. Os primeiros relatos de uma IST se originaram em 1500, na Europa, causada pela sífilis. Atualmente, o Brasil vivencia um aumento no número de casos de IST’s seja pela prática sexual sem o uso do preservativo ou a transmissão de mãe para filho durante a gestação. Dessa forma, torna-se necessária uma mobilização do Estado e da população para possíveis melhorias dessa situação.
Em primeiro lugar, é importante destacar que segundo o Ministério da Saúde, 40% dos jovens não utilizam o preservativo e que 20% tiveram relações sexuais com mais de cinco pessoas no ano. A maioria dos adolescentes brasileiros não se preocupa em se prevenir, seja por não ter tido contato com alguém que está infectado ou por acreditar que isso nunca vai acontecer com ele. Dessa forma, não somente os casos de infecções sexualmente transmissíveis aumentam, mas também a gravidez indesejada na adolescência.
É importante ressaltar ainda, que nos últimos nos últimos dez anos os casos de gestantes com infecções como a sífilis, segundo o Ministério da Saúde, aumentou de 1863 para 21300 infectadas, sendo de 60 a 80% a probabilidade de o feto ser contaminado e, quando não tratada pode causar a má formação dos ossos e problemas no sistema nervoso durante o período de gravidez. Vale salientar que, os postos de saúde oferecem testes gratuitos para o diagnóstico de infecções como a sífilis. Portanto, cabe aos jovens se conscientizarem dos riscos de uma IST.
Com o intuito de amenizar essa problemática, o Ministério da Saúde, junto ao MEC, deve instituir nas escolas programas de educação sexual para que jovens tenham acesso à informação sobre os métodos contraceptivos, os tratamentos de IST’s oferecidos pelos postos de saúde, bem como a importância de ir regularmente ao ginecologista. Além disso, cabe aos pais orientarem seus filhos quanto aos cuidados que se deve ter na relação sexual. Somente assim, será possível diminuir os índices de infecções sexualmente transmissíveis na sociedade brasileira.