O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/04/2020

A Secretária de Saúde tem registrado, por ano, uma média de 6 mil novos casos de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) entre os jovens brasileiros. Essa estatística é preocupante, pois demonstra a banalização do uso da camisinha, o que, como consequência, aumenta a propagação dessas enfermidades. Logo, são necessárias medidas governamentais a fim de diminuir o número de infectados.

Em primeira análise, torna-se evidente que, entre os jovens, o uso de contraceptivos de barreira, por exemplo a camisinha, deu espaço a métodos hormonais, como a pílula anticoncepcional e o DIU. Essas medidas evitam a gravidez precoce, mas não impedem a transmissão de DSTs como a sífilis, a AIDS e a gonorreia, evidenciando a perigosa falta de preocupação por parte dos adolescentes em contrair uma dessas doenças. Tal perspectiva é fundamentada a partir de pesquisa feita pelo PCAP, a qual aponta que quase 22% dos jovens creem  que existe cura para a AIDS - fato inverídico, haja vista que o tratamento para a doença não traz sua cura.

Em segunda análise, faz-se necessário compreender as consequências da banalização de relações sexuais desprotegidas, sendo uma destas a possibilidade de um indivíduo disseminar os vírus e/ou bactérias sem apresentar sintomas da doença. Tal fato ocorre visto que indivíduos com ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) são assintomáticos, porém capazes de transmitir a infecção, que pode se estender à doença, sendo esta sintomática e podendo apresentar graves consequências, como doenças neurológicas e infertilidade. Outro fato evidenciado com essa realidade é a falta de conhecimento acerca de métodos para o sexo seguro, o que vai de encontro com o artigo 196 da Constituição Federal: a saúde é um direito de todos. Assim, segundo a teoria do jornalista Gilberto Dimenstein, esses jovens são cidadãos de papel, pois têm seus direitos garantidos apenas em teoria.

Portanto, para diminuir os novos casos de DSTs entre a população mais jovem no Brasil, é necessário que os Ministérios da Saúde e da Educação trabalhem em parceria a fim de enfatizar a importância do uso da camisinha. Essa ação pode ser feita por meio de aulas interdisciplinares com a biologia, ministradas por professores previamente instruídos com cursos voltados para a educação sexual dos jovens. Desse modo, será possível propagar a importância das relações sexuais protegidas e, por seguinte, diminuir os novos casos de ISTs entre os jovens.