O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/04/2020
A adolescência, período compreendido entre 10 á 19 anos de idade, é caracterizada por profundas transformações físicas e psicossociais e pelo despertar da sexualidade. Nessa logica, para o filosofo René Descartes, o alimento da juventude é a ilusão. Com base nessa linha de raciocínio, um fato marcante nesse período, na sociedade brasileira, é o inicio prematuro da vida sexual, que contribui para o aumento das DSTs. Diante disso, tanto a falta de informações sobre os ricos que existem na prática sexual desprevenida quanto a banalização dos males, fazem com que a situação seja alarmante.
Vale ressaltar, de início, a falta de informações sobre as relações sexuais entre jovens como uma das causas do problema em questão. Nesse contexto, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), as DSTs são consideradas como um dos problemas de saúde mais comuns em todo o mundo, estimados mais de um milhão de casos novos por dia. Nesse sentido, a partir da experiência em campo de pesquisa da OMS, observa-se que muitos adolescentes estão sem informações sobre os riscos que cercam o sexo sem camisinha, visto que, muitas vezes, as informações sobre as práticas sexuais são discutidas entre os próprios jovens, que nem sempre é de forma correta, existindo, também, informações trazidas pela mídia que podem não serem compreendida da maneira correta.
Outro ponto relevante nessa temática é a banalização dos males das DSTs. Isso pode ser relacionado com o avanço dos tratamento, já que a preocupação com essa problemática diminui entre os brasileiros. Nessa perspectiva, segundo o médico Antonio Dauzio Varella, houve um aumento absurdo dos casos de DSTs entre os jovens, isso deixa o Brasil na contramão de outros países, e o principal motivo é o comportamento sexual inconsistente dos jovens. Além disso, a prática de não usar camisinha pode estar vinculado à falta de temor de contrair o vírus HIV, doença que, por sua vez, tem apresentado evolução quando o assunto é opção de tratamento. Porém, existem diversas outras doenças, como hepatite b e sífilis, que podem ser transmitida por meio do sexo sem proteção.
Por tudo isso, fica evidente que os desafios de equilibrar o avanço no tratamento e a prevenção as DSTs nessa fase é um problema e necessita ser analisada. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, junto às escolas, investir na educação sexual, por meio de palestras com profissionais da saúde, enfermeiros, médicos e psicólogos por exemplo, a fim de trata essa problemática, desde a base, com conscientização. Ademais, cabe ao Estado investir em campanhas midiáticas para informar sobre os riscos e doenças que podem ser causadas pelo sexo desprevenido, com o intuíto de promover no jovem uma mudança de comportamento, tornando esse, dessa forma mais prudente e racional. Assim, a juventude não se alimentará da ilusão, mas sim da criticidade.