O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 13/04/2020

Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Dessa forma, para que a população jovem do Brasil não seja a principal responsável pelo aumento no número de casos de DSTs, é necessário que essa parte da população receba a devida educação, sendo que, na maioria das vezes isso não acontece. Além disso, a sociedade brasileira ainda enfrenta o problema com tabus e notícias falsas sobre esse assunto, de modo a espalhar boatos que comprometem a saúde dos jovens. Assim sendo, o Estado deve atentar para esse cenário, para que essa situação seja revertida.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde, o Brasil teve um acréscimo de 30 mil novos casos de DSTs entre os jovens nos últimos 5 anos. Desse modo, essa situação pode ser reflexo da ineficiência de políticas públicas para a ampliação da informação, visto que poucas escolas do país apresentam um plano de educação sexual para a parcela mais nova da população. Além disso, com o avanço da medicina e a criação de tratamento para doenças como a AIDS, alguns jovens perderam o receio em contrair essa enfermidade, sendo que parte desses acredita haver cura para todas as DSTs, o que leva ao jovem a não se proteger durante uma relação sexual.

Ademais, a sociedade brasileira ainda apresenta uma série de tabus relacionados a doenças sexualmente transmissíveis, como a ideia de achar que essas enfermidades só são contraídas por homossexuais ou pessoas promíscuas, o que não é uma verdade. Por outro lado, séries como Sex Education evidenciam os riscos de espalhar notícias falsas sobre DSTs, sendo que nessa produção acontece um surto de Clamídia no colégio onde se passa a história, o que gerou uma onda de notícias falsas sobre o contágio e formas de transmissão dessa enfermidade. Por conseguinte, os jovens ficaram vulneráveis pelo fato de não saberem o que estavam enfrentando, o que representa a realidade de vários colégios no Brasil.

Portanto, é evidente a necessidade que o Estado intervenha nesse panorama. Logo, o Ministério da Saúde deve criar um plano de educação sexual para as escolas do Brasil, de modo a realizar palestras com médicos e psicopedagogos  que mostrem os riscos das DSTs e as maneiras de preveni-las, para que assim o jovem fique menos vulnerável a essas doenças. Outrossim, é necessário que o Ministério da Saúde crie um chat online e gratuito que busque tirar dúvidas da população sobre doenças sexualmente transmissíveis, de modo proporcionar à população um meio de buscar informações verdadeiras, para que as notícias falsas não afetem a saúde das pessoas.