O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/04/2020
Segundo Nelson Mandela, " A educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo". Dessa forma, para que a população jovem do Brasil não seja a principal responsável pelo aumento nos casos de DSTs, é necessário que esses indivíduos recebam a devida educação, sendo que, na maioria das vezes isso não acontece. Além disso a sociedade brasileira apresenta o problema do espalhamento de notícias falsas sobre esse assunto, de modo a espalhar boatos falsos que comprometem a saúde dos jovens. Assim sendo, o Estado deve atentar para esse cenário, para que essa situação seja revertida.
Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, a taxa de infectados explodiu entre 2006 e 2015 nas faixas de 15 e 19 anos, com uma variação de 187% nesse período. Desse modo, esse cenário pode ser reflexo da ineficiência de políticas públicas para a ampliação da informação, como a falta de um plano de educação sexual nos colégios do país. Sendo assim, o jovem não recebe as devidas informações sobre os meios e se prevenir de contrair uma DST ou até mesmo de como tratá-la, sendo que, por vezes, é comum esses indivíduos acharem que todas as doenças sexualmente transmissíveis tem cura, o que não é verdade.
Por outro lado, séries como Sex Education, evidenciam a fragilidade no qual o jovem se encontra em relação ao espalhamento de notícias falsas sobre as doenças sexualmente transmissíveis. Dessa maneira, no colégio onde se passa a história dessa produção, ocorre um surto de Clamídia, o que gerou uma onda de informações falsas sobre os meios de contágio e prevenção. Por conseguinte, essa série retrata o que acontece no ambiente escolar brasileiro, visto que, por vezes, os jovens do país são alvo desse tipo de desinformação, como por exemplo a ideia de que apenas pessoas homossexuais ou com comportamento promíscuo contraem algum tipo de DST, o que não é um fato real.
Portanto, é evidente a necessidade de que o Estado intervenha nesse panorama. Logo, o Ministério da Educação deve criar um plano de educação sexual para as escolas do Brasil, de modo a realizar palestras com médicos e psicopedagogos que mostrem os riscos das DSTs e os meios para preveni-las, para que assim os jovens fiquem menos vulneráveis a essas doenças. Outrossim, é necessário que o Ministério da Saúde crie um chat online e gratuito que busque tirar dúvidas da população sobre doenças sexualmente transmissíveis, de modo a proporcionar à população um meio para buscar informações verdadeiras, para que as notícias falsas não afetem a saúde das pessoas.