O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/04/2020
Na série Elite, da Netflix, é contada a história de Marina, uma jovem portadora de uma doença sexualmente transmissível(DST), de modo que é evidente o preconceito e a falta de conhecimento de seus colegas sobre tais doenças. Nesse contexto, a realidade brasileira se apresenta com um número exponencial de portadores de DSTs, principalmente entre jovens. Com efeito, este cenário é fruto tanto de uma falha educacional quanto de um preconceito popular enraizado.
Em primeiro plano, é válido destacar que a maioria das escolas brasileiras não oferece educação sexual, isto é, a escola ensinar sobre as DSTs e medidas profiláticas. Nesse sentindo, segundo o educador Rubem Alves, há dois tipos de escola: a gaiola, age como resistor físico, uma escola de teor conteudista; e a asa, age como impulsionador químico, que preza por formar cidadãos críticos e preparador para a vida. Comprova-se, assim, que a falta de escolas ‘‘asas’’ no Brasil, cria uma sociedade alienada, de maneira que ‘’engaiolados’’ em seus conhecimentos rasos não percebem a severidade das infecções sexualmente transmissíveis.
Além disso, é importante ressaltar que há uma falha educacional, de modo que a falta de informações criou uma aversão aos portadores da doença, de maneira que muitas demoram a buscar o tratamento pelo medo do preconceito sofrido. Desse modo, segundo o Programa das Nações Unidas, por mais avançado que seja o tratamento dessas DSTs, é preciso trabalhar o preconceito. Nesse viés, a falta de conhecimento estimula uma preconceito e, logicamente, diminui o número de infectados em tratamento.
Portanto, é fundamental salientar que a existência de uma falha educacional aliado ao preconceito popular corroboram para o crescente número de DSTs entre os jovens. Por isso, é imprescindível que o Governo Federal aliado ao Ministério da Educação crie projetos de educação sexual nas escolas, por meio da criação de uma matéria na grade curricular, de maneira que desenvolva as habilidades pedagógicas socioemocionais, para que assim aumente o conhecimento dos jovens , consequentemente, diminuir o número de jovens infectados e vítimas de preconceito como Marina.