O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 25/04/2020

As doenças sexualmente transmissíveis contaminam um milhão de pessoas por dia, segundo a Organização Mundial de Saúde. Tal constatação tem sido motivo de alarme para o Brasil. A falta de uma política preventiva mais incisiva e o descaso atual do governo federal sobre o assunto prejudicam a saúde de milhões de jovens brasileiros sujeito a esta categoria de moléstias.

Embora haja a tentativa de se  estabelecer uma abordagem sobre o sexo seguro dentro da sociedade brasileira, é de fácil constatação que o poder executivo nacional permanece inerte para o assunto. A política do Ministério da mulher, da Família e dos Direitos Humanos, por meio de sua titular, Damares Alves, uma fundamentalista evangélica, adota uma postura evasiva e conservadora na qual se discorda da educação sexual nas escolas, além de condenar e os grupos LGBT’s do país.

Dessa forma, milhões de jovens que despertam para a descoberta da libido e da sua identidade de gênero não contam com um programa estatal que lhes atenda abertamente. A falta de informação, que coloque a juventude frente à frente com a realidade das doenças venéreas, ocasiona a inexistência de cuidados preventivos por parte dessa. O desconhecimento sobre os seus corpos e as suas relações com as enfermidades converge para fatores propícios de propagação das DST’s. A ignorância é a maior enfermidade do gênero humano, ensinava Cícero, o filósofo romano.

Portanto, diante do exposto, é necessário que o governo executivo assuma a responsabilidade da condução de políticas de enfrentamento ao avanço das doenças sexualmente transmissíveis na população jovem do país. Tal medida só é possível com o aumento das propagandas educativas a serem veiculadas nas mídias televisivas, bem como na internet e suas redes sociais. Deve-se mostrar os efeitos das doenças nos corpos assim como é feito nas embalagens dos cigarros. Logo, essas ações contribuirão para a redução dos casos de doenças venéreas entre jovens brasileiros.