O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 25/04/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável. No entanto, percebe-se imprudência dos jovens brasileiros no que concerne a questão do aumento das doenças sexualmente transmissíveis que persistem pelo  descuido do uso de preservativos, bem como pelo tabu e preconceito enraizado ao tema.

Destaca-se, a priori, que a banalização e o desuso do preservativo nas relações sexuais corrobora a problemática. Nesse sentido, segundo a OMS, a camisinha é a forma mais segura de se proteger contra DSTS, no entanto, hodiernamente, é vista pelos jovens como um acessório dispensável durante o ato sexual em prol do prazer. Desse modo, sem o uso do preservativo, o número de novas infecções tende a crescer cada vez mais.

A posteriori, cabe ressaltar, que o tabu e o preconceito entorno da temática esteja entre os entraves de sua resolução. Destarte, o documentário Cartas Para Além dos Muros, retrata a chega do vírus HIV no Brasil, além disso, reproduz o preconceito, que ainda é uma realidade na sociedade atual. Nesse contexto, os jovens, tendem a ficar receosos de procurarem informações e tirarem dúvidas no posto de saúde ou em uma roda de amigos, e até mesmo em fazer o teste para DSTS e serem alvo do preconceito enraizado. Assim, crus de informações, os jovens tendem a se contaminar cada vez mais.

Portanto, diante do exposto, medidas devem ser tomadas. Para tanto, cabe a escola, enquanto espaço de formação intelectual, ética e cidadã dos indivíduos ali inseridos, elaborar palestras com profissionais da saúde mostrando de forma atrativa e didática a necessidade e o dever de usar preservativos durante a prática sexual, para que os jovens não o deixem de lado. Ademais, cabe a nós, seres humanos, entender que o preconceito é algo cruel, e que devemos assumir o compromisso de enfraquecer suas raízes para desconstrui-lo dia a pós dia.