O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/05/2020
Tendo em vista o crescente aumento de jovens portadores de ISTs - infecções sexualmente transmissíveis - no Brasil, uma nova onde de pânico ameaça despertar. Dados e estatísticas evidenciam a irresponsabilidade e ignorância de uma grande parcela da nossa população, e como superaremos tal adversidade entra em questão. Estará o problema na má administração governamental em relação a saúde ou no caráter dos cidadãos em si?
É evidente que, após o terror do HIV ter sido apaziguado depois dos anos oitenta e noventa, a consciência e a preocupação das pessoas relaxaram. Isso ocorre justamente entre os mais jovens, já que não vivenciaram tal momento histórico. Dessa forma, fica claro que o pensamento popular precisa ser levado em conta, e é nele que medidas, caso implantadas por órgãos públicos, devem ser trabalhadas.
Embora haja uma série de campanhas de conscientização elaboradas pelo Ministério da Saúde, elas mostram-se um tanto quanto ineficazes diante dos números de infectados por ISTs. Doenças como Aids, Gonorreia, Clamídea e Sífiles, precisam ser encaradas com seriedade, visto que, ao longo dos anos, tornaram-se tabus. Jovens fazem sexo, isso não há como evitar, é simplesmente humano, o que é realmente possível, e até mesmo eficaz, seria instruir tais indivíduos para uma vida sexual segura.
Contudo, sabemos que o governo disponibiliza gratuitamente camisinhas em unidades de saúde espalhadas pelo país, visto que tais objetos são a melhor forma de se proteger durante uma relação sexual. Porém, tal atitude pode ser vista como pouco inteligente se analisada da perspectiva de que não são todos os que possuem acesso à esses preservativos que sabem usá-los corretamente. ISTs não são apenas transmitidas pelo sexo com penetração, doenças como a Sífiles são também adquiridas via sexo oral, comumente feito sem proteção, e é aí que muitas pessoas acabam errando.
Em suma, precisamos ficar atentos. O Ministério da educação deve adicionar à grade curricular de ensino da rede pública e, se possível, da rede particular, a matéria de educação sexual, como uma opção para evitar que jovens despreparados contraiam doenças, ou até, engravidem precocemente. Campanhas mais agressivas, ou seja, que realmente evidencie a gravidade das ISTs, devem ser propagadas e incentivadas por órgãos de saúde pública, para que haja em nossa sociedade a consciência do cuidado com o próprio corpo.