O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/04/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com as DSTs entre os jovens torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela carência do diálogo familiar, seja pela falta de investimentos na educação dos adolescentes, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro plano, pode-se observar que o índice das doenças sexualmente transmissíveis tem ênfase em jovens com 15 a 24 anos, chegando a mais de 56% de infectados. Analisando os blogs de saúde, vê-se que de acordo com o Ministério da Saúde, houve um aumento de 87% nos casos das DSTs entre os jovens brasileiros nos últimos anos. Assim, a falta de investimentos em educação, como campanhas e projetos envolvendo jovens é um dos motivos que aumenta cada vez mais os resultados. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores para mudar esse quadro.

Em segundo plano,  a carência do diálogo familiar com os adolescentes se apresenta como um intensificador da problemática. A falta de comunicação em família a respeito de medidas profiláticas de caráter sexual com o jovem, constroem nestes um pensamento indiferente á educação sexual, se tornando um agravante nos rols que medem a intensidade desse problema. Ademais, é visto que muitos indivíduos mantém relações sexuais sem proteção e, portanto, sendo passíveis a enfermidades. Dessa forma, atitudes são necessárias para alterar esse problema.

Portanto, em vista dos argumentos citados, urge a necessidade de impor medidas para atenuar a situação. É imperioso que o Ministério da Educação e Cultura deve investir na educação sexual dos jovens, por meio da formação e posterior contratação de profissionais capazes de executar o ensino correto acerca do assunto, formando um pensamento maduro na mente dos cidadãos, para que não sejam alvos das doenças infecciosas. Outrossim, cabe as famílias terem um momento de conversa diversificado, no qual os membros tirem dúvidas e troquem informações a respeito do que se passa na vida de cada um, dessa maneira, todos que realizarem tal ação ficaria atento as ações profiláticas, logo a taxa de pessoas com DSTs diminuiria. Somente assim, notar-se-á que essas seriam algumas das medidas para reduzir ou até mesmo acabar com esse entrave.