O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/04/2020
Normalizar o normal
Sífilis, gonorreia, úlcera genital, AIDS. Algumas das doenças sexualmente transmissíveis que fazem parte da realidade de muitos jovens brasileiros, cada vez mais. O aumento do uso de pílulas anticoncepcionais nos últimos anos está diretamente relacionado com o aumento das transmissões. Uma vez que a maior preocupação da maioria dos jovens é evitar a gravidez indesejada, com o uso apenas do anticoncepcional o principal objetivo é concluído, deixando de lado o preocupante problema das DST´s.
Tendo o sexo como um tabu na sociedade brasileira, a falta de informação sobre esse assunto entre os jovens é evidente. A persistência de mitos, como o da existência de uma cura para AIDS, ajuda a perpetuar a negligencia ao uso de preservativos, assim como o não acesso a educação sexual, desde como colocar uma camisinha as consequências graves do não uso da mesma.
Além dos danos físicos para o portados da doença, os danos psicológicos são imensos, o preconceito enraizado em nossa sociedade faz com que essa parcela da população seja excluída e marginalizada. Há uma luta constante individual em tentar esconder a doença por medo de não aceitação e julgamento da sociedade, ao mesmo tempo em que há uma luta velada em continuar a tratar o assunto como tabu. Levando muitas vezes ao não tratamento da doença, causando quadros mais graves.
Portanto, essa realidade deve ser mudada, combatendo o preconceito e as DST´s. O Ministério da Educação deve elaborar aulas sobre educação sexual em escolas públicas e privadas, tendo-as como obrigatórias e interdisciplinares, para que sejam analisados tanto os aspectos biológicos quanto os aspectos sociais a respeito do sexo e das doenças sexualmente transmissíveis. Desse modo, os jovens terão informação necessária para se conscientizarem sobre o sexo seguro.