O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 14/09/2020

O Art. 196 diz que “A saúde é direito de todos e dever do estado”, porém, quando o assunto é DST’s não há uma aplicação severa dessa lei. Em meio a 1° Guerra Mundial, Julius Fromm criava em 1916 a “Fromms Act”, o que conhecemos como camisinha, tecnologia que tornou-se popular e que deveria ser utilizada por todos os humanos em suas relações sexuais. No entanto, o que revolucionou a forma de prevenção de doenças através das décadas não está sendo eficaz devido a falta de informação sobre as DSTs que acarreta no preconceito quanto ao assunto e  contra as vítimas das doenças.

A priori, a ausência de conhecimento sobre as DST´s, principalmente entre jovens, está explícito na sociedade. A 4° temporada da série 13 Reasons Why, estreiada em 2019, abordou as DST’s e demonstrou em seus capítulos a importância de buscar informação e prevenção. Na trama, o adolescente Justin Foley havia se prostituído para o próprio sustento, foi infectado e se manteve assintomático até ter um desmaio súbito, ser internado, descobrir sobre sua doença e morrer dias depois da internação, devido ao não tratamento nos estágios iniciais. Com isso, é notório a necessidade de falar sobre o assunto, principalmente entre os jovens, pois é a fase das descobertas sexuais.

Nesse mesmo viés, o preconceito está diretamente ligado ao aumento das DST´s  no mundo, seja por falta de informação, por crenças, entre outros. Na década de 90, artistas como Renato Russo, Cazuza e Freddie Mercury morreram, mesmo tendo quadros clínicos diferentes, a causa inicial era a AIDS, doença oriunda do contágio do vírus HIV, a DST’s ais conhecida mundialmente. Após 3 décadas, em 2020, a cantora gospel Ana Paula Valadão disse que o AIDS é o resultado entre a relação sexual entre homens, deixando explicito a sua crença, agravando ainda mais o preconceito.

Destarte, a falta de informação e o preconceito são barreiras que dificultam a atenuação das DST´s no século XXI. Quanto à necessidade de informação, é fucral que o Ministério da Saúde crie projetos nas grades curriculares do ensino médio brasileiro para o estudo das doenças, abordando tópicos como o que é, formas de contágio, prevenção e como funciona o tratamento. Além disso, o Ministério deve disponibilizar informações para que plataformas midiáticas como a Netflix e a Amazon Prime criem documentários, levando a informação para qualquer tela através da internet. Quanto ao preconceito, os influenciadores digitais, através de suas redes sociais como o Intagram, além de divulgas os materiais disponibilizados pelo estado perante a lei, deve promover campanhas de postagem para os seus seguidores repostarem, além de fazer parcerias com empresas do meio sexual, como camisinhas e lubrificantes, forçando as pessoas de que DST’s e sexo é um assunto natural. Feito isso, os indíces de DST’s irá diminuir e o tema será mais abordado, pois os seres humanos não “nascem pela cegonha”.