O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/05/2020

Muita gente diz que a fase da vida mais difícil de lidar é a adolescência, mas também que é a melhor de se viver. É nessa fase que a vida é aproveitada ao máximo, sem preocupações de adultos e com mais liberdade que as crianças. Porém se essa liberdade não for controlada pode trazer muitos prejuízos, um deles é a proliferação das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). A maioria dos jovens acham que felicidade está relacionada com prazer, portanto o assunto mais polêmico dessa época é a virgindade. Por ser um assunto tão tabu muitos acabam por tomarem decisões sozinhos, sem um direcionamento, e por não saberem dos riscos, o uso da camisinha não é seguido rigorosamente. Devido a isso, o número de casos de DSTs no Brasil está aumentando cada vez mais. Mas o que os adolescentes precisam entender é que os preservativos não bloqueiam só uma gravidez indesejada, mas ajudam a não passar ou pegar uma doença e/ou infecção do seu parceiro. Visto isso, é claro que nenhum adolescente é bem informado sobre tudo, mas isso é culpa dele ou dos responsáveis? Em 2016, uma pesquisa foi divulgada mostrando que em cada 10 jovens, 6 não usam preservativo durante a relação sexual e, talvez, isso pudesse mudar com alguém para guiá-los. Todos os adultos já passaram pela adolescência, portanto sabem como é não gostar, nem seguir as regras por pura diversão, e como se abrir com os pais sobre esse assunto é vergonhoso. Portanto, para que isso mude é necessário uma intervenção dos responsáveis. Eles precisam tomar a iniciativa de uma conversa sobre o assunto, mostrar que isso é algo normal, não precisa ser considerado um tabu e que é melhor ter esse diálogo desconfortável do que contrair uma doença por medo e vergonha. Outra coisa interessante, seria uma debate sobre isso na escola, para fazer os jovens estudarem sobre os problemas e consequências de uma ação precipitada. Quem sabe até a implantação de uma palestra para alertar dos riscos de não utilizar camisinha, a qual essa poderia ser distribuída em lugares de fácil acesso a todos, principalmente nas periferias, onde a proliferação é maior. Enfim, há inúmeras mudanças a serem feitas para que esse número diminua cada vez mais.