O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/05/2020

Após a descoberta de medicamentos eficazes para o controle do vírus HIV, notou-se uma redução nos debates acerca das doenças sexualmente transmissíveis e também um considerável aumento no número de jovens infectados por essa e outras enfermidades. Em contrapartida, são notórios os esforços dos especialistas na área da saúde, que alertam para o uso de preservativo, mas que temem a banalização dos males que tais infecções podem gerar.

Dando ênfase ao fato da atual geração não ter sentido os impactos da epidemia de HIV, alega-se que a falta de conhecimento acerca desse período histórico pode ter gerado uma justificável perda do medo que consequentemente trouxe consigo uma sensação de comodismo, uma vez que ainda é alarmante o atual cenário de pessoas contaminadas a cada ano que se passa, mesmo com a distribuição gratuita dos meios de prevenção.

Mesmo com a intensificação das campanhas públicas em tempos de grandes aglomerações, como o Carnaval, por exemplo, ainda existe resistência e certa ignorância sobre tais assuntos. Além do alto índice de sexo casual desprotegido, dados mostram que parte da população abre mão do uso do preservativo por acreditar que já existe cura para a AIDS, possivelmente a mais conhecida entre as doenças sexualmente transmissíveis.

Sendo assim, nota-se a necessidade do aumento de informações pautadas na educação sexual para que haja uma outra opção além da doutrina baseada no medo. É necessário que tal assunto seja naturalmente tratado, pois desta forma torna-se mais propícia a maneira pela qual é abordada a sociedade.