O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/05/2020

“O importante não é viver mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para muitos jovens, que são os mais afetados pelas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Com isso, ao invés de agir de para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, a falta de educação familiar e a má influência midiática acabam por contribuir com a situação atual.

Precipuamente, pode-se pontuar como empecilho à solução do problema, a má influência da mídia. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em um mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, observa-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influência a consolidar a problemática, não trazendo representatividade ao aumento das ISTs entre os jovens, o que necessita ser mais abordado.

Ademais, é fulcral pontuar a falta da educação pelos pais como promotor da situação. De acordo com Émile Durkein, a família é o mecanismo primário da socialização. No entanto, percebe-se cada vez mais que a desinformação, gerada pela falta de educação em casa, faz com que os jovens não procurem se prevenir dessas infecções, essa falta de informação é tão grande, que 1 a cada 5 brasileiros não sabem nem mesmo que a AIDS possui cura. Diante dessa desinformação, a Secretária de Saúde registrou 29 mil novos casos de alguma IST, principalmente, AIDS e Siffilis. Portanto, algumas atitudes tomadas pelas famílias e pela mídia podem ser consideradas antiéticas, pois não visam o melhor para os contaminados por essas doenças.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Destarte, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o crescimento no número de casos de ISTs entre os jovens, no contexto brasileiro. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá, com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Desse modo, talvez, será possível aproximar a realidade descrita por Platão, da vivenciada por esses jovens brasileiros.