O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 06/05/2020
As DSTs, antes conhecidas como doenças venéreas, por causa da deusa da mitologia romana, Vênus, agora denominadas Doenças Sexualmente Transmissíveis, são enfermidades causadas pelo contato sexual, sem o uso de preservativo, com uma pessoa já infectada e, podendo também serem transmitidas da mãe infectada para o bebê, na hora do parto ou durante a gravidez. É importante salientar que uma pessoa já contaminada pode transmitir a doença, mesmo sem sentir os sintomas, sendo, portanto, denominado assintomático. Esta é a principal dificuldade do combate às DSTs, pois como a pessoa não apresenta os sintomas, não procura fazer um exame, espalhando mais ainda a doença.
A falta de informações, o medo e a falta de acesso a serviços de saúde, também estão intimamente ligados ao diagnóstico tardio, quando a doença já apresenta intensas manifestações, como: feridas, corrimentos, bolhas e verrugas. Algumas DSTs são de fácil tratamento, outras, contudo, têm tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, deixando sequelas para o resto da vida da pessoa com a doença, como: doenças cardíacas, neurológicas, infertilidades e abortos. Se não diagnosticadas e tratadas rapidamente, podem evoluir à complicações mais graves e até à morte. Segundo a OMS acontece um milhão de casos de DSTs a cada dia, prevalecendo no público de quinze a quarenta e nove anos, sendo os tipos de DSTs mais comuns: AIDS, sífilis, gonorreia, clamídia, vírus de papiloma humano e herpes genital.
Segundo dados da UNAIDS, o Brasil apresentou aumento de 21% no número de casos de infecções por HIV, de 2010 a 2018, o que vai em direção contrária aos índices mundiais, que tiveram queda de 16%, sendo a falta de prevenção um dos principais motivos.
Para o Brasil poder combater os altos índices de DSTs entre os adolescentes é preciso mudanças. Como diz o Art. 196 da Constituição Brasileira: “a saúde é direito de todos e dever do Estado (…)”, cabendo ao mesmo usar os seus órgãos governamentais para ajudar na divulgação de informações, como por exemplo o MEC, para promover nas escolas alertas e palestras falando sobre o perigo que os jovens correm quando não usam a devida proteção durante a relação sexual e o Ministério da Saúde fazendo uma modernização das antigas campanhas preventivas, usando uma linguagem voltada para os adolescentes e com o uso das mídias sociais para atrair a atenção deles, pois se o jovem souber dos riscos que corre, vai procurar se preservar e, consequentemente, o número de casos de DSTs, no Brasil, vai diminuir.