O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 06/05/2020
Não há quem não se lembre de ter visto, pelo menos uma vez na vida, uma propaganda reforçando aquele antigo conselho: “use camisinha”. O preservativo é uma das formas mais eficazes de prevenir contra variadas ISTs, mas, apesar de sua distribuição gratuita em postos de saúde e dos investimentos em campanhas de conscientização, a quantidade de casos mantêm-se aumentando no Brasil. Nota-se que o elevado índice de DSTs está profundamente ligado à carência de educação sexual, além da dificuldade de acessibilidade por parte da população mais carente de saúde pública.
A priori, vê-se que é incontestável que a questão constitucional e suas aplicações estejam ligadas áa causas da problemática. É pertinente, portanto, trazer o discurso do filosofo Aristóteles, disseminador da teoria de que a política deve ser usada de forma que, por intermédio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, observa-se que a falta de investimentos na educação sexual do jovem corta essa harmonia, na medida que tais subsídios garantiriam a conscientização dos adolescentes, prevenindo, assim, a difusão das DSTs. Todavia, o que se tem como produto dessa negligência são índices que apresenta, progressão das doenças sexualmente transmissíveis, pois de acordo com o Ministério da Saúde, teve um aumento de 85% nos casos de DSTs nos últimos anos.
Ademais, o acesso à saúde pública está intrínseca é pertencente da Carta Maga brasileira, entretanto, isso não é tão evidente quando pacientes têm que ficar horas esperando pelo atendimento, evidenciando, assim, o descaso pela saúde pública no qual vivemos hoje. A principal causa motivadora a essa precarização é a falta de investimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Tal fato é evidenciado ao compararmos que o Brasil, segundo o Politize, investe apenas 3,1% do PIB, enquanto o Canadá, investe 10,4%. Estas informações servem para repararmos o quanto administração pública não está enxergando que algo precisa ser mudado, isso não é tão evidente a eles pois os mesmo se beneficiam de planos de saúde privada e não precisam enfrentar o que a população aguenta.
Dessarte, em vista dos argumentos citados, surge a necessidade de estabelecer medidas para atenuar o cenário. Destarte, o Ministério da Educação deve investir na educação sexual dos jovens, por meio da formação e posterior contratação de profissionais aptos para executar o ensino correto acerca do empecilho, pois somente os mecanismos educacionais possuem condições de conscientizar os jovens alheios às medidas profiláticas de viés sexual, a fim de diminuir o índice de difusão das DSTs entre os jovens brasileiros, logo, produzindo uma geração de adultos livres de enfermidades sexuais. Faz-se perceptível, assim sendo, que é imprescindível que tais medidas sejam postas em prática para solucionar o dilema,