O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 06/05/2020
Compreendidas como infecções transmitidas, em geral, nas relações sexuais desprotegidas, as DSTs encontram-se cada vez mais presentes, sobretudo, entre os jovens das diversas sociedades do globo, bem como na brasileira. Essas doenças, além de, normalmente, ocasionarem distúrbios fisiológicos ao infectado, implicam alterações psicológicas a esse indivíduo e contribuem para graves problemas na saúde pública do país. Dessa forma, sendo o Estado do Brasil, conforme sua Constituição Federal, garantidor de saúde aos seus habitantes, compete aos membros do governo da nação investirem em medidas que cessem a evolução dessas enfermidades sexualmente transmissíveis entre os jovens.
Nesse contexto, a banalização das DSTs por alguns jovens brasileiros é um fator que corrobora ao avanço dessas infecções no país. Essa prática deve-se, especialmente, ao fato de o Brasil ter obtido sucesso no tratamento de dadas patologias sexuais, como a do HIV, sendo, por isso, considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como uma referência mundial nesse quesito. Assim, em razão de certas terapêuticas adotadas pela pátria auxiliar na redução dos casos de determinadas doenças sexualmente transmissíveis, muitos jovens acreditam que estas estão extintas ou que são facilmente curáveis, desprezando, então, o uso de preservativos. Ademais, segundo o psicanalista Freud existem assuntos que são totens, adorados pela sociedade e outros que são tabus, isto é, temas indesejados por ela e, portanto de difícil discussão social. Desta maneira, em virtude de parte da comunidade brasileira encarar temas relacionados ao sexo como algo indevido de pauta, logo, um tabu, vários juvenis ficam sem informações necessárias acerca do risco da relação sem proteção.
Em consequência disso, tem-se a elevação dos gastos públicos com a saúde, já que uma parcela das DSTs são crônicas, ou seja, são de longa duração. Destarte, o indivíduo infectado, em particular, por essas patologias, dependerá do sistema de saúde prematuramente e necessitará dele ao longo da sua vida. Além disso, quando o grupo social, ao qual o jovem pertence, percebe a sua doença, a maioria desses púberes sofrem discriminação. À exemplo, tem-se o filme norte-americano Filadélfia, que relata a demissão de um advogado que tinha AIDS, após seu superior descobrir. Ao contrário do que é visto na trama, a maioria dos juvenis, diante de situações de preconceito, não vão em busca dos seus direitos, e preferem se isolar, o que muitas vezes, acarreta alterações psicológicas, como a depressão.
Portanto, visando conter a evolução de DSTs, cabe ao Ministério da Saúde do Brasil alertar os jovens sobre a valia do uso de preservativos nas relações sexuais. Isso deve se dar por meio da veiculação de campanhas no espaço midiático, em especial nas redes sociais, onde está boa parte do público alvo. Já às escolas, incumbe realizar palestras acerca do sexo seguro, rompendo, assim, com esse tabu social.