O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/05/2020

Ao afirmar em sua celebre canção, ’’ O tempo não para’’, o poeta Cazuza, faz de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois o aumento de DSTs não é um problema atual. Desde meados do século XVII o anatomista e cirurgião italiano Gabriele Falloppio, já orientava seus passientes a utilizar um saco de linho em torno do pênis para se protegerem da sífilis. Desse modo, na atualidade brasileira, as dificuldades para o controle dessas DSTs ainda persistem, seja pela falta de prevenção e pela desinformação, pois como o ato sexual ainda é um tabu na sociedade, fica difícil para os jovens se informarem.

Em primeira analise, vale destacar que a falta de prevenção no ato sexual ainda é um grande problema a ser resolvido. Com o advento da tecnologia, no século XX já se falava em preservativo, porém fabricado de borracha, mas com as mudanças ocorridas na tecnologia surge a troca para o látex., sendo um produto mais confiável e durável. Porém, mesmo a camisinha sendo uma grande segurança para inibir novas transmissões de doenças, os jovens acabam que não fazem a utilização desse meio de proteção, gerando ainda mais novos casos de DSTs por jovens entre 20 e 29 anos como registrado pela Secretária de Saúde, em 5 anos atrás.

Outrossim, vale ressaltar que as doenças transmissíveis ainda é um tabu na sociedade brasileira, como também em escolas e na própria família dos adolescentes. Desse modo, acaba que leva a falta de informações, que ocasiona ainda mais o número de casos de doenças entre os jovens pois os mesmos não tem nenhum tipo de noção de cuidados, e como devem se prevenir. Em um livro ’’ Depois daquela viagem’’ escrita por Valeria Piassa Polizzi, uma jovem brasileira, relata em sua obra como foi ter contraído o HIV aos 16 anos e descreve como foi passar a adolescência com um vírus onde não há cura.

Portanto, para que o número de casos de DSTs entre jovens brasileiros deixe de existir no contexto atual, é preciso uma ação urgente das autoridades competentes. Logo, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), juntamente com o Ministério da Saúde (MS), em parceria com a mídia, promova ações em escolas e colégios por meio de palestras, debates, aulas sobre educação sexual, idas aos centros de saúde, para levar mais informações e conhecimento para os adolescentes para que eles tomem os devidos cuidados. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado e causando a diminuição de casos de DSTs por jovens brasileiros, pois, de acordo com Gabriel o pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.