O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 12/05/2020
O filme “Filadélfia” retrata a vida de um homem homossexual, que descobre ser portador de AIDS, que chega a perder o emprego pela sua enfermidade, associada à sua sexualidade de forma errônea. Análogo a essa abordagem, no Brasil ainda se tem esse pensamento equivocado, o que resulta na falta de diálogo dentro das famílias e um aumento nos casos de DSTs entre os jovens. Assim, fica clara a necessidade de quebrar esse tabu social e de trazer uma abordagem educacional sobre sexualidade.
Primeiramente, é importante destacar que, em função de um pensamento ultrapassado e homofóbico em relação às DSTs e seus tratamentos, tanto a mídia quanto as famílias deixam de lado esse assunto. Entretanto, fica claro que isso não deve ser esquecido pois está muito presente nos dias atuais, segundo um levantamento realizado pela Secretaria de Saúde, em 5 anos foram registrados mais de 29 mil novos casos de doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens de 20 a 29 anos. Logo, é necessário que as famílias deixem de lado seus preconceitos e orientem seus filhos a terem relações íntimas de forma segura.
Outrossim, os educadores devem orientar os alunos sobre os riscos que eles correm quando não usam preservativos. Desse modo, professores especializados devem receber autorização para tratar sobre educação sexual em sala de aula, com finalidade de prover conhecimento para os adolescentes não correrem um risco maior de contrair enfermidades sexuais. Portanto, isso necessita de mudanças nas normas atuais, reconfigurando a mentalidade dos docentes perante esse cenário de desinformação.
Em síntese, diversas ações são necessárias para reduzir o número de jovens contaminados pelas DSTs. Assim, o Ministério da Educação, que tem o papel de instruir os estudantes, sendo feito por intermédio da criação de um currículo que conte com aulas sobre educação sexual, desde o Ensino Fundamental, com o intuito de familiarizar as crianças sobre os perigos das infecções sexualmente transmissíveis. Ademais, o Ministério da Saúde deve dispor de campanhas relacionadas à realidade da nova geração, dispondo de propagandas e “posts” nas redes sociais, que exponham os danos que essas doenças causam, com a utilização de imagens dos doentes e de seu posterior tratamento, na intenção de criar nas pessoas uma maior responsabilidade com o uso de preservativos e também de acostumar as pessoas à verem esse tipo de coisa, com o propósito de quebrar tabus sociais em relação às DSTs, a fim de evitar situações como a do filme “Filadélfia”.