O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/05/2020
As DST’s,doenças sexualmente transmissíveis (sífilis,gonorreia,clamídia,aids,entre outras) se proliferaram com mais força no Brasil a partir da colonização,nesse período era comum e até mesmo prestigioso possuir sífilis.Após esse acontecimento,registrou-se uma queda nos índices de pessoas que contraíram/possuíam DST’s.Entretanto,após alguns anos,esse índice retornou a aumentar,fazendo-se notar 48 mil novos casos em 2016,alarmando profissionais da saúde.
Há muitos fatores que contribuem para o aumento desse índice,como por exemplo,a falta de informações adequadas para que os jovens iniciem sua vida sexual de forma segura e saudável.Embora seja notável a maior presença de campanhas de conscientização e diálogos nas escolas,essas ações muitas vezes abrangem e discutem apenas a prevenção no sexo hétero entre pessoas cisgêneras,fazendo com que a saúde da população LGBTQI+ seja negligenciada.
Outro fator que contribui para a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis é o receio,provocado pela falta de informação que tem como consequência o preconceito,que muitas pessoas possuem em realizar exames com a finalidade de detectar e cuidar das mesmas. A OMS,Organização Mundial de Saúde,pontua também como dificuldade no tratamento de DST’s,a escassez de medicamentos essenciais no controle e erradicação das mesmas,como a penicilina bazatina,que é eficaz no tratamento da Sífilis.
Tendo em vista os dados apresentados,torna-se notória a necessidade de campanhas de conscientização no âmbito escolar,ministradas por profissionais da saúde,que abranja todos os públicos,possuindo como finalidade uma orientação adequada para o início de uma vida sexual e o combate ao preconceito,proporcionando um menor desconforto na realização de exames e no diálogo sobre as DST’s.