O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 17/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas no ano de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê que todo o cidadão possui direito à saúde e ao bem estar social. Porém, a realidade brasileira para uma parcela da população é bem diferente, visto que jovens carecem de auxílio quando o assunto são as doenças sexualmente transmissíveis, colocando sua saúde em risco. Diante desse cenário, torna-se premente analisar dois pontos: os malefícios de uma relação sexual não segura e a negligência das entidades públicas sobre esse aspecto.

A priori, é lícito postular que, segundo o pensamento do filósofo francês Friedrich Hegel, o Estado deve proteger seus “filhos”, porém é notório que os valores contidos nessa máxima estão invertidos quando o assunto é o aumento desenfreado de doenças sexualmente transmissíveis entres os jovens brasileiros. Ademais, parte da população jovem que pratica relações sexuais não seguras, estão expostas a várias doenças como sífilis e Aids, e infelizmente o nível de tratamento e prevenção é baixíssimo, o que coloca em risco a vida da malha social que pratica esse ato.

Outrossim, a negligência das entidades públicas contribuiu para o aumento das infecções transmissíveis através de atos sexuais. Sob essa ótica, é interessante evidenciar o pensamento do sociólogo Roberto Geraldo da Silva, presidente da organização que trata e abriga pacientes com Aids, ele diz que “A questão envolve aspectos amorosos, sociais, religiosos e culturais”. O uso do preservativo está baixo por isso, nos dias contemporâneos, não adianta dizer: ‘‘Use camisinha’’. Analogamente, tal fato, deveria acontecer na prática, mas o governo se mostra omisso para criar mecanismos que garantam a segurança da saúde entre os jovens com vida sexual ativa e , consequentemente, fornecer um programa que diminua os índices de DST’s.

Em suma, o aumento de Doenças Sexualmente Transmissíveis nos jovens brasileiros é um complexo desafio hodierno que necessita ser combatido. Dessa forma, o Governo brasileiro deve destinar parte de seus recursos financeiros para distribuir em postos de saúde de todo o Brasil, preventivos de qualidade e gratuitos, a qual os mesmos possam garantir aos jovens praticantes de relações sexuais segurança para sua saúde, objetivando diminuir o aumento desenfreado de DST’s no Brasil. Em paralelo, o Ministério da Saúde precisa promover merchandising social nas diversas mídias, divulgando os riscos de um sexo não seguro e onde encontrar preservativos para doação, com o fito de conscientizar a população brasileira a manter sua saúde nas relações sexuais.Somente dessa forma, paulatinamente, a malha social experimentará de um novo e seguro modo de vida, como também os direitos apregoados na Declaração Universal dos Direitos Humanos serão devidamente cumpridos.