O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 16/05/2020
Aids, sífilis e gonorreia. Essas são apenas algumas doenças que são transmitidas através do contato sexual sem proteção, ou seja, sem o uso adequado de preservativos, também conhecidas como DSTs. Levantamentos da Secretaria da Saúde no ano de 2017 mostram que houve um aumento do número de casos de DSTs no Brasil, sobretudo entre o público jovem. Este aumento é uma questão muito problemática, uma vez que a internet proporcionou um acesso maior à informação e mesmo assim, os jovens continuam tendo relações sexuais de maneiras irresponsáveis. Assim, temos que o problema do aumento de DSTs entre em jovens brasileiros é responsabilidade tanto das instituições de socialização primárias, como do Estado.
Primeiramente, as instituições de socialização primária como a família e a escola são agentes um dos agentes responsáveis pelo aumento de doenças transmitidas pelo sexo não protegido, uma vez que essas não abordam o tema sexo e sexualidade. No Brasil, por ter uma formação católica, é um país onde o tema sexo é um tabu, ou seja, algo que não deve ser falado, citado ou debatido. Dessa forma, jovens ficam constrangidos e tem receio de tocar no assunto tanto no ambiente familiar, como no ambiente escolar e muitas vezes não esclarecem dúvidas acerca do assunto. Logo, essa falta de diálogo faz com que a desinformação se perpetue sobretudo em locais que os jovens julgam seguros como a escola e o lar, e esta falta de conhecimento faz com que jovens tomem medidas irresponsáveis, corroborando com o aumento de casos de DSTs, evidenciados pelo Ministério da Saúde.
Contudo, o Estado também sua parcela de responsabilidade acerca desse assunto. O Estado brasileiro contemporâneo mostra-se conservador e não incentiva a educação sexual no ambiente escolar, pois acha equivocadamente que oferecer aos jovens informações a respeito da sexualidade, seria de uma certa forma incentivar o ato sexual. Além disso, o Governo Federal faz campanhas incentivando o uso de camisinha de maneira muito sazonal, onde essas campanhas concentram-se sobretudo, no período próximo ao carnaval e negligenciam o assunto no restante do ano. Assim, tais medidas do Estado brasileiro atuam indiretamente no aumento de DSTs entre os jovens.
Portanto, dessa maneira torna-se claro a responsabilidade tanto da família e da escola, como do Estado no aumento do número de jovens com DSTs. Para combate-lô, o Ministério da Educação poderia adicionar à grade de Biologia o tópico educação sexual para que assim, o tabu seja desmistificado e que os jovens saibam como ter práticas saudáveis e seguras. Além disso, o Ministério da Saúde poderia fazer parcerias com redes sociais como Facebook, que são muito usadas pelos jovens, para levar à este público informações a respeito de prevenção e tratamento de DSTs.