O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 17/05/2020

No final do século XX, o Brasil viveu uma epidemia de ISTs, em especial a Aids que chamou a atenção para o problema atingindo vários artistas da época, obrigando o governo brasileiro a investir em campanhas de conscientização que se mostraram muito eficientes e, aliadas ao medo que havia na época, levaram à diminuição do contágio. Porém, o número de casos tem aumentado recentemente em função, principalmente, do tabu que é para as escolas e famílias tocarem no assunto e educarem os jovens. Desse modo, medidas são necessárias para evitar que novamente haja uma escalada no número de casos.

De início, é válido ressaltar que para o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é fruto do que a educação faz dele. Segundo o ministério da saúde, 46% dos jovens entre 15 e 24 não usam camisinha em relações de sexo casual, tal problema pode ser explicado pela falta de educação sexual na escola, onde o tema é dificilmente abordado pela dificuldade dos professores em falar sobre o assunto tanto por falta de apoio das famílias quanto do Estado. Assim, faz-se necessária a conscientização da população e dos governantes sobre o tema para evitar que mais jovens se contaminem em função da falta de conscientização.

Também, existe uma extrema dificuldade de falar sobre sexo em grande parte das famílias brasileiras. Segundo o IBGE, 86,8% dos lares brasileiros são cristãos, logo,  por causa do tabu gerado pelo sexo na religião, a maioria dos pais e responsáveis acabam por não tocar no assunto, desse modo, os adolescentes acabam se informando sobre o assunto na prática e são expostos ao risco de contrair uma doença que pode acompanhá-los pela vida inteira. Logo, é necessário educar não só os jovens sobre a importância do assunto, mas também suas famílias.

Em vista do conteúdo exposto, medidas são necessárias para evitar que a epidemia de ISTs volte a ser um problema tão grande quanto foi nos anos 80 e 90. Portanto, o ministério da educação em parceria com o ministério da saúde deve orientar as escolas a falarem sobre o tema quando os alunos estiverem próximos da maturidade sexual, sendo exposto em matérias como biologia, geografia e sociologia para os alunos. Também, os professores devem falar sobre o tema em reuniões de pais e mestres para conscientizar os responsáveis sobre a importância de falar sobre sexualidade em casa, e orientá-los acerca da maneira certa de falar sobre o assunto com os seus filhos. Apenas com informação será possível evitar que os jovens se tornem portadores de ISTs.