O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 20/05/2020
No antigo Egito, homens já utilizavam um envoltório sobre seus órgãos genitais feito de linho, pele e materiais vegetais. Na contemporaneidade, estes antigos preservativos evoluíram tecnologicamente, como por exemplo, o uso do látex em sua fabricação, porém, paralelo a isto, avanços na produção de métodos contraceptivos deixaram a mocidade mais despreocupada, acarretando num aumento das doenças, e infecções, sexualmente transmissíveis, devido à falta básica de conhecimento sexual e a realização de campanhas preventivas que desintencionalmente não atingem de forma certeira a maioria do público-alvo, os jovens.
Inicialmente, há uma dificuldade da família em dar orientação sexual adequada aos seus membros visto que existe um tabu no qual à ideia de que ao ensinar sobre sexo para o adolescente ele sentirá mais atração pelo mesmo. Como consequência, inicia-se uma vida sexual desprotegida, o que pode levar a imediatas lesões corporais e ao fato de conviver com a doença ao longo de toda vida, como pode ser visto no livro “Depois daquela viagem” de Valéria Polizzi, onde ela conta sobre a dificuldade de conviver com a AIDS.
Outra causa, é a ineficácia das campanhas contra as DSTs e ISTs, que segundo Salvador Correa, coordenador de treinamento e capacitação da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), há um retrocesso por parte do Ministério da Saúde em apostar em campanhas de viés mais terrorista, que desde a década de 1980 não surtiram impacto. Isso comprova que usar o medo como meio de alertar as pessoas não é a maneira mais competente de se mostrar a gravidade das doenças, visto que coloca o pânico subordinando a informação.
Portanto, a fim de garantir que a população entre 18 a 29 anos - indivíduos que mais adquirem o vírus e posteriormente a doença - mantenha-se devidamente alertada, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas midiáticas por meio de canais de comunicação específicos como as redes sociais - especificamente o Facebook, Twitter e Instagram, os quais são as mais acessadas por este público - com o apoio de influencers digitais para falar sobre as ISTs e DSTs, assim aproximando a orientação sexual com a realidade desses indivíduos.