O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/06/2020
Os Romanos foram um dos primeiros povos a usar um tipo de preservativo para evitar doenças sexualmente transmissíveis, eles acreditavam que elas eram um castigo da deusa do amor Vênus, que teve seu nome dado a essas transmissões que ficaram conhecidas como “doenças venéreas”. Esse medo antigo têm se perdido nos dias de hoje, em especial entre os jovens, que deixaram de usar o preservativos em suas relações sexuais, fazendo aumentar o número de infecções por DSTs, no Brasil.
Com o aumento dos métodos contraceptivos, tratamentos para a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, muitos jovens perderam o medo da transmissão por esses vírus e bactérias, fazendo com que a taxa de contágio subisse de forma exponencial nos últimos anos. Como mostram os dados do Ministério da Saúde, atualmente existem mais de 800 mil portadores de HIV, no Brasil. Notadamente, há um problema social no que concerne o aumento de infecções por essas doenças.
Além disso, o país sofre com o subdiagnóstico, que é fomentado pelo medo e pelo estigma que ainda se têm com doenças como o HIV, por exemplo, que desde sua descoberta é dita como a “doença dos homossexuais”. Como é retratado no filme Clube de Compras Dallas, de 2014, no qual o protagonista, Ron Woodroof contesta seu diagnóstico de HIV com a argumento de que não é “bixa”. Isso deixa evidente que o Brasil necessita de políticas para transpor esse preconceito e fazer com que os jovens se conscientizem e busquem o diagnóstico e o tratamento.
Dado a importância dos fatos, é mister que haja políticas públicas para mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação e Cultura, através de campanhas de conscientização nas mídias sociais, instruir os jovens sobre a importância do correto uso da camisinha e também do diagnóstico das DSTs, fazendo com que seja uma discussão cotidiana e não sazonal - como acontece no Carnaval. Somente assim, será quebrado o Tabu que existe em relação à essas doenças e a sexualidade, e assim, diminuir a taxa de infecções.