O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/05/2020
A série televisiva “Sex Education” retrata a história de Otis, um adolescente filho de uma terapeuta sexual que se torna uma espécie de “guru do sexo” para todos os seus colegas, pois eles não tem acesso à nenhum profissional para sanar suas dúvidas em relação ao sexo. Infelizmente, a narrativa de Otis não foge da realidade brasileira, na medida em que a má influência midiática e a ausência de profissionais responsáveis pela educação sexual permeiam esse grupo.
Convém ressaltar, a princípio que, a má influência midiática é um fator determinante para persistência desse problema. Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdie, o papel da mídia é ser instrumento de democratização e disseminador de informação. Tal papel não vem sendo comprido. Tendo em vista a silenciação midiática no que tange às DSTs nos meios de comunicação em massa, que exercem um papel fundamental de conscientização social.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a ausência de profissionais responsáveis pela educação sexual. Segundo dados colhidos pela Pcap, em 2013, cerca de 43,4% dos entrevistados não se protegem durante o sexo casual. Esses dados são reflexos da escassez de profissionais especializados na área nos setores públicos de educação, que colabora para que, posteriormente, ocorra o aumento de casos dessas doenças.
Portante, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde adjacente ao Ministério da Educação deve propor a criação de canais de educação sexual nos meios de comunicação em massa e a implementação da educação sexual na grade curricular das escolas. Ambas as ações devem ser entregues por meio de um projeto de lei à Câmara dos Deputados. Tais canais servirão como veículos disseminadores de informação para que a sociedade entenda a importância da prática do sexo seguro. Espera-se, com essas medidas, a construção de uma sociedade mais consciente e informada.