O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/05/2020

Sabe-se hoje, que jovens brasileiros iniciam a vida sexual cada vez mais cedo, isso, torna-se prejudicial para eles, pois os mesmos nem sempre têm conhecimento adequado a respeito do que irão praticar e por fim são influenciados pela mídia ou por pessoas que agem de má-fé, uma vez que, não sentem-se confortáveis em tirar dúvidas com um adulto de confiança ou com os próprios pais. Ademais, a falta de conhecimento e cuidados podem levar esses jovens a contraírem doenças sexualmente transmissíveis - DST’s - como AIDS, Gonorreia, Sífilis e outras, e, futuramente, afetar sua vida em vários aspectos.

Nos séculos XVI e XVII, aos registrarem os primeiros indícios de doenças sexualmente transmissíveis, na Europa, médicos da época recomendavam aos pacientes, em especial aos homens, que utilizassem algo que cobrisse seu órgão genital ao iniciar a atividade sexual, como método de profilaxia, principalmente contra a Sífilis, a DST mais comum entre diversas pessoas na época. Tal cobertura evoluiu com as Revoluções Industriais, e, hoje é conhecida como preservativo. Porém, há indivíduos que optam pela não utilização do mesmo e contribuem, assim, para a disseminação imensa de DST’s.

Em 2016, estudos realizados pelo Ministério da Saúde, registraram pouco mais de 35.000 jovens infectados por AIDS - sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida -, jovens na faixa etária entre 15 e 40 anos. Muitas DST’s podem ser transmitidas, não só pelas relações sexuais sem preservativo, como também, por transfusão de sangue ou agulhas recém usadas, ambas infectadas, uma das razões pelas quais os números de infectados aumentam. Além disso, há jovens que têm medo de realizar exames para diagnóstico e acabam por transmitir ou adquirir alguma doença do gênero, sem ter o conhecimento de que é portador da mesma.

Diante do que foi mencionado, é imprescindível, através do Ministério da Saúde junto com o Estado, a realização de investimentos em campanhas, palestras e eventos por meio de escolas, hospitais e ambientes públicos com participação direta do público-alvo com a finalidade de conscientizar à todos, a respeito de temas como: a importância da conversa com um adulto responsável e de confiança, o uso adequado de preservativos, a vital realização de exames periódicos e dentre outros. Deste modo, haverá um maior conhecimento prévio entre os jovens sobre o assunto, como também, uma suma melhoria na segurança dos mesmos para conversarem com alguém confiável a fim de tirarem suas dúvidas.