O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/05/2020

Gonorreia, sífilis e herpes genital. São diversas as infecções sexualmente transmissíveis existentes e de acordo com a OMS, cerca de um milhão de pessoas no mundo contraem tais infecções por dia. Os jovens brasileiros muito sofrem com o contagio dessas infecções. No Brasil, na constituição a saúde é um direito de todos e um dever do Estado. O Ministério da Saúde tem como obrigação não só tratar os infectados, mas também prevenir os jovens brasileiros, que se encontram desinformados sobre o tema e pouco preocupados com as consequências de um sexo não protegido.

É clara a ineficácia do Estado quanto ao incentivo do uso de preservativos. O uso da camisinha e de outros métodos de proteção são extremamente banalizados pelos jovens. Grande parte dos jovens e adolescentes não possuem acesso a educação sexual, não compreendendo portanto, a gravidade das DSTs. Dada tamanha desinformação, mitos e tabus acerca do tema alienam tal público, fazendo-os acreditar por exemplo, que a AIDS pode ser curada.

Ao contrair uma infecção sexualmente transmissível, o sujeito estará submetido a um rigoroso e duradouro tratamento, capaz de ameaçar até mesmo sua vida. Outro desafio está no preconceito. Atualmente, uma significativa parcela da sociedade condena os infectados, excluindo-os de qualquer meio social. Desta forma, o indivíduo poderá desenvolver distúrbios mentais, como a depressão, prejudicando mais ainda sua saúde.

Por fim, visando alertar e proteger os jovens brasileiros a respeito das ISTs, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas e universidades, deverá incentivar o uso de preservativos, por meio de aulas e palestras motivadoras. Além disso, é necessário que o Ministério da Saúde, através de campanhas nas redes sociais—principal meio de comunicação utilizado pelos jovens— estimule a realização de testes para ISTs—que são gratuitos e encontrados em qualquer unidade de saúde— como importante estratégia de prevenção.