O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 26/05/2020
Aids, cancro mole, gonorreia,clamídia, todas são exemplos de doenças sexualmente transmissíveis cujo número de casos entre jovens aumenta cada vez mais no Brasil, como mostram dados da secretária de saúde, os quais dentre os 20 mil casos, a faixa etária predominante é entre 20 e 29 anos. O principal motivo desse crescimento é a falta de abordagens governamentais eficientes, em consequência disso, os efeitos dos infectados passam atingir a saúde, mas também o lado social do indivíduo. Portanto, é claro a necessidade de novas medidas educativas ou a melhora das existentes.
Em primeiro plano, a atuação do governo é uma fator chave na educação sexual das pessoas. Isso se deve em função da maneira como a sexualidade é vista ainda como um tabu por boa parte das famílias e escolas. Com isso, o estado se torna a principal ferramenta de acesso aos jovens, o que é preocupante, pois no Brasil, segundo a Unaids, de 2002 a 2013 houve um aumento de 188 mil casos de portadores do HIV em tratamento antirretroviral, que apesar de terem manifestado a aids, demostra a fragilidade das políticas de conscientização. Pela constituição é um dever do governo garantir o fornecimento do acesso a saúde e informação ao cidadãos,que muitas vezes não sabem nem a gravidade real das doenças.
Como resultado da falta de ações efetivas, além do crescimento do número de doentes, há o agravamento dos efeitos causados pelas doenças. Como existe uma grande quantidade de DSTs, os efeitos físicos são vários, mas sempre danosos, a exemplo a baixa imunidade provocada pela aids, as feridas em regiões genitais geradas pelo cancro mole, dentre diversos outros efeitos mais graves, aumento do risco de aborto espontâneo, possível desenvolvimento de problemas neurológicos e infecções internas. Além dessas consequências, a vida social das pessoas pode ser comprometida, já que o medo da infecção, o preconceito e a própria ignorância são características de métodos educacionais ineficientes, por conta disso, muitas pessoas escondem o diagnóstico pelo medo da reação das outras, prejudicando o próprio estado de saúde, semelhante com o que houve com Cazuza, mesmo sendo um símbolo da luta contra, revelou apenas anos após a descoberta da doença.
Em suma, é evidente a urgência do quadro brasileiro. Para isso, necessita-se da reestruturação da educação sexual nas escolas, a fonte primária de informação dos jovens brasileiros, através da mudança da grade escolar pelo ministério da educação, a qual respeitaria a realidade dos jovens para que haja o engajamento, de forma que possam expressar suas dúvidas. Para além das escolas, palestras realizadas pelo ministério da saúde poderiam se utilizar da popularidade das redes sociais e até de influenciadores para que as pessoas abracem a causa mais facilmente.