O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/05/2020

As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são enfermidades cuja forma de contágio ocorre via relações sexuais. Essas moléstias contaminam pessoas todos os anos, causando abruptas modificações no corpo e na vida social dos portadores. Por esse motivo, o governo brasileiro tem tomado medidas, como a distribuição gratuita de preservativos, as camisinhas, que reduzem consideravelmente as chances de disseminação desse mal. Entretanto, mesmo com medidas públicas, o número de DSTs entre jovens brasileiros tem aumentado. Esse fator vem ocorrendo por inúmeros motivos, como a banalização das doenças na sociedade e a baixa utilização de camisinhas.

A priori, deve-se considerar os altos índices de jovens com DSTs no Brasil: 33,1 casos para 100 mil habitantes, no ano de 2015, segundo Ministério da Saúde. Essa condição, deveras preocupante, expõe uma juventude que trivializa o altíssimo potencial de destruição dessas doenças- como  relatado no livro Depois Daquela Viagem, da escritora Valéria Polizzi, que demonstra as dificuldades de uma jovem viver com DST no território nacional. Todavia, essa banalização torna-se mais impactante pelo fato do Brasil já ter sido referência no combate às DSTs ,nos anos de 1990, de acordo com a revista Exame. Esse âmbito precisa ser restabelecido no país, para que menos pessoas padeçam desses males.

Ademais, outra grande causa no aumento das DSTs é a negligência ao uso de camisinhas. Essas, são umas das principais coibidoras de contágio, e seu uso deve ser obrigatório nas relações sexuais- salvo àquelas que possuírem intenções procriativas. Nesse contexto, índices que revelam a baixa adesão aos preservativos, por parte da juventude brasileira, mostram-se preocupantes: 60% dos jovens não previnem-se no ato sexual, conforme o Ministério da Saúde. Assim, é necessário que medidas mais efetivas sejam tomadas, objetivando uma diminuição nesses números alarmantes.

Portanto, é indubitável que o aumento entre DSTs no Brasil é um problema gravíssimo, e que deve ser revertido. Para isso, os Ministério da Saúde e da Educação devem agir no ambiente onde há uma maior concentração de jovens: nas escolas. Nessas, aulas interdisciplinares, entre as matérias de Biologia e Sociologia, devem ser expor os impactos das DSTs no organismo e no convívio social das vítimas- com  uma correta capacitação de professores, que seria dada em palestras com pesquisadores da área. Além disso, a distribuição de preservativos poderia ocorrer nessas aulas, de maneira gratuita e irrestrita. Destarte, os alunos sairiam mais protegidos contra esses infortúnios que assolam a sociedade.