O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/05/2020

Durante o ano de 2018, a provedora global de filmes e séries, Netflix, lançou uma série chamada Elite. O seriado não aborda doenças sexualmente transmissíveis como foco, mas apresentou em um de seus episódios uma personagem sendo soropositiva e como ela tratava sua doença. Assim como acontece na vida real, a personagem foi vista pelas pessoas ao ser redor de forma ruim e hostil. Ainda hoje, muitas pessoas escondem o fato de terem algum tipo de DST pela forma como seus conhecidos irão reagir, levando-as à falta de cuidado próprio e, muitas vezes, com seu(s) parceiro(s). Essas ações acabam gerando o aumento das DSTs, principalmente entre os jovens, no Brasil e no mundo.

De acordo com especialistas, doenças como Aids, sífilis e úlcera genital aumentaram de forma catastrófica devido à falta de medo por parte da população e, pouco ou quase nenhum uso de camisinha. Exemplificando, a sífilis é um dos casos mais gritantes dessas doenças “silenciosas”, foram registrados cerca de 158 mil casos em 2018. Segundo o programa das Nações Unidas que lida com a Aids (UNAids), o número de novos casos no Brasil é crescente, em tendência contrária a média mundial.

Do mesmo modo, o Brasil é um país conhecido por suas festividades, como a maior festa popular do mundo, o Carnaval. Devido a grande quantidade de pessoas, é nesse momento que os cuidados com qualquer tipo de doença deve ser redobrado, oque nem sempre acontece. Segundo o Boletim Epidemiológico HIV/aids de 2016, foram confirmados 38.090 casos da doença, a maior parte sendo contraída durante essas festividades.

Em suma, para que haja controle e consequente redução no número de casos das DSTs, é necessário conscientização da população e uso indispensável de camisinha. Ainda que o governo brasileiro já ofereça tratamento médico gratuito e preservativos, é importante a constante campanha sobre as doenças sexualmente transmissíveis para que, a população esteja informada e possa se cuidar.