O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/05/2020
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre jovens brasileiros impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática, haja vista a imprudência e banalização dos males, bem como a ausência de educação sexual nas escolas e instituições. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Em primeiro lugar, é importante destacar o descaso e imprudência dos jovens no que diz respeito ao uso de preservativos nas relações sexuais. De acordo com uma pesquisa feita pela PCAP e o Ministério da Saúde, em 2013, 43,4% dos adolescentes entrevistados não protegem-se durante o sexo casual. Diante do exposto, é evidente a banalização da juventude frente às doenças sexualmente transmissíveis, demonstrando que uma das maneiras mais seguras de prevenção caiu em desuso. Além disso, a displicência, também associa-se à insolência perante os ricos e consequências da precoce irresponsabilidade comportamental.
Faz-se mister, ainda, salientar a ausência de educação sexual nas escolas como impulsionadora do problema. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a educação, sozinha, não pode transformar a sociedade, entretanto, sem ela, a sociedade tampouco pode mudar. Sob tal ótica, é indispensável o ensino sexual no sistema educacional do país, tendo em conta a desinformação dos jovens sobre as doenças sexuais. Conforme pesquisa feita PCAP, é evidenciado que 21,6% dos adolescentes acreditam que existe cura à Aids, desconhecendo a irreversibilidade da enfermidade. Desse modo, corrobora-se que a falta de instrução sexual nas instituições educacionais relaciona-se com o aumento de DSTs na população jovem.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse entrave. Para a conscientização dos jovens à respeito do estorvo, urge que o Ministério da Educação (MEC) intensifique, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem e informem os adolescentes sobre o uso de preservativo e o risco da imprudência. Outrossim, o MEC, em junção ao Ministério da Saúde, deve estimular a mudança comportamental da população jovem por meio de palestras e seminários especializados, além do ensino sexual, com orientação psicopedagógica aos alunos, a fim de conscientizar e educar sobre as DSTs e seus prejuízos. A partir dessas ações, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo das enfermidades na juventude, e a sociedade alcançará o estágio da máxima Freireana.