O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/06/2020
DSTs no Brasil
Na série Sex Education, na segunda temporada a escola Moordale Secondary vive um surto de clamídia. A falta de conhecimento sobre a doença, tanto por parte dos alunos quanto dos professores, faz a diretoria investir em educação sexual para os alunos. Em contingência disso, atualmente a questão sexual ainda é um grande tabu para a sociedade. O aumento das DSTs entre os jovens brasileiros remete ao fato que os brasileiros ainda são bastantes irresponsáveis sobre esse assunto. Com isso, é notório a banalização das DSTs e também pode-se considerar o preconceito contra os indivíduos portadores das doenças.
Em primeiro plano, os jovens do século XXI banalizam as DSTs e os modos de proteção por não terem medo. A partir do momento em que o governo conseguiu uma certa vitória com o HIV e Aids no Brasil os jovens tenderam a não se preocupar com as outras infecções e doenças sexualmente transmissíveis. Com isso, o site Nova Escola publicou que menos de 20% das escolas públicas traz aulas de educação sexual. A partir disso, pode-se ver que parte dos jovens não tem conhecimento necessário sobre DSTs e não veem o risco das doenças. Porém, os que tem acesso a informação, grande parte são ignorantes e vulneráveis, mesmo instruídos a usar os métodos de proteção, não seguem tal indicação.
Em segundo caso, uma das grandes problematizações sobre as ISTs e DSTs é o preconceito. Assim, os adolescentes sofrem danos físicos e psicológicos por conta de sentirem vergonhar de admitir que são portadores de DSTs. O site Boa Vontade publicou uma matéria que a diretora do Unaids relembra que a discriminação faz com que as pessoas demorem para fazer testes e procurar tratamento precocemente. Desse modo, em 2014, a discriminação contra pessoas que vivem com HIV foi definida como crime através da Lei n° 12.984. Contudo, o estigma faz também com que o tema não seja debatido em profundidade nas escolas. O Ministério da Educação, que deveria garantir que as escolas falassem sobre orientação sexual e gênero, retirou do documento BNCC.
Em conclusão desses casos, é necessário que o Ministério da Saúde organize campanhas midiáticas voltadas para esse assunto. Com isso, a mídia, intermediada pela publicidade online, deve criar campanhas que ilustrem as ameaças das DSTs na saúde, almejando o maior número de adolescentes. E também é necessário que o Ministério da Educação crie parcerias com as escolas e promova aulas de educação sexual, assim, objetivando o declínio dos tabus sexuais e conscientização efetiva dos jovens. Desse modo, teremos uma juventude mais preparada para o assunto emitido.