O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/06/2020
A séria espanhola “Elite”, original da plataforma Netflix, apesar de não tratar especificamente, menciona Marina, uma personagem portadora do vírus HIV. Como resultado, de uma relação sexual com seu ex-namorado Pablo. E apesar de, os dois portarem a doença, Pablo por ser pobre ,diferente de Marina, sofre preconceito pelos amigos e família da jovem, que o culpam pela transmissão da doença. Por certo, infelizmente esse tipo de situação não encontramos apenas na ficção, classes menos abastadas são consideradas as culpadas pela disseminação da doença, por não terem acesso à informações necessárias e básicas. Como também, a carência de proteção, não apenas no ato sexual como é tratado na série.
Antes de mais nada, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais de 45,9 milhões de pessoas não tinham acesso a internet em 2018. Portanto, o único meio de aprender desses indivíduos seria por meio de livros,rádios, telejornais, jornais e revistas, mas a minoria esclarece assuntos sobre as DSTs. Outrossim, para os jovens a informação viria das escolas, porém, muitos estabelecimentos de ensino tratam esse assunto com descaso. Sendo assim, por não terem conhecimento sobre o assunto muitos acham que o único meio de contaminação para uma doença sexualmente transmissível seria apenas o sexo.
Ademais, existem outras formas de contrair alguma DST, como a troca de objetos cortantes muito comum entre usuários de drogas que partilham agulhas ou até mesmo em salões de beleza que podem não esterilizar seus objetos acerados. Inquestionavelmente, sabemos que a forma mais afamada de propagar tais doenças é por meio do ato sexual. Sendo assim, uma pesquisa realizada em 2012,“Juventude, Comportamento e DST/Aids", que entrevistou 1208 pessoas, divulgou que quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos admitiram não usar preservativo em sua última relação. Porém, o que implica é a imprudência, pois, no ano de 2020 o Ministério da Saúde iria distribuir mais de 500 milhões de preservativos em todo o Brasil para o Carnaval.
Em suma, devemos analisar que apesar dos Agentes Governamentais deixarem de lado questões como a falta de internet para parte da população, a outra parte possui os meios de informações mas não se importam com o que é alertado. Logo, tanto o Governo quanto a própria população deve conscientizar não só os filhos, mas os pais. Assim, utilizar todos meios de comunicação existentes para informar, palestrar em institutos escolares, mostrar a realidade de portadores das DSTs, distribuir preservativos com qualidade, e claro consciencializar os pais a falarem abertamente sobre esse tipo de assunto com seus filhos. E nesse sentido, diminuir as doenças sexualmente transmissíveis no Brasil.